Reinaldo, do Mirassol, está entre os atletas abordados; Justiça aceitou a denúncia no âmbito da Operação Derby
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou o empresário Igor Freitas, filho do ex-boxeador Acelino Freitas, conhecido como Popó, por suposta tentativa de aliciamento de jogadores para manipulação de apostas esportivas. A Justiça aceitou a denúncia, que também envolve Rodrigo Rossi e Raphael Ribeiro.
Os três são investigados no âmbito da Operação Derby, deflagrada em setembro de 2025, que apura tentativas de manipulação de partidas das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Entre os atletas abordados está o lateral-esquerdo Reinaldo, atualmente no Mirassol.
De acordo com a denúncia, Igor Freitas teria feito contato inicial com jogadores por meio do Instagram e WhatsApp, apresentando-se como filho de Popó e empresário com acesso a grandes empresas e casas de apostas. Em seguida, os contatos seriam repassados a Rodrigo Rossi, que daria sequência às conversas.
Em agosto de 2025, Reinaldo foi abordado por Rossi por mensagem de áudio e conteúdo de visualização única. O jogador recusou a proposta e respondeu de forma direta: “Irmão, obrigado. Não faço isso, já falei, irmão”, segundo trechos da investigação.
O MP-PR afirma ainda que houve tentativas de aliciamento de jogadores das Séries B e C, incluindo atletas do Londrina, Goiás e Sport. Em um dos diálogos interceptados, Raphael Ribeiro orienta que fossem “fechados dois jogadores do Goiás e um do Sport”.
As investigações também apontam divergências financeiras entre os envolvidos. Segundo o MP-PR, há indícios de que valores movimentados pelo grupo possam ter origem em atividades ilícitas ligadas à manipulação de resultados esportivos, com objetivo de lucro em plataformas de apostas.
Os investigados foram denunciados pelos crimes de associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo, previstos no Código Penal e na Lei Geral do Esporte (Lei 14.587/2023). As penas podem chegar a seis anos de reclusão, além de multa. O MP também solicitou o pagamento de R$ 150 mil por dano moral coletivo, como forma de reparação ao prejuízo causado à integridade do esporte.
Defesa
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Igor Freitas negou as acusações, classificando-as como “levianas” e sem lastro probatório. Os advogados afirmam que a denúncia foi apresentada de forma precipitada e que a inocência do empresário será demonstrada ao longo do processo.
A reportagem tentou contato com as defesas de Rodrigo Rossi e Raphael Ribeiro, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.
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