O Vasco da Gama tem em mãos uma proposta oficial do Bournemouth, da Inglaterra, para vender o atacante Rayan, mas ainda demonstra resistência em liberar seu principal jogador nesta janela de transferências. O clube inglês já acertou bases salariais com o atleta e aposta no desejo do jovem em atuar na Premier League, oferecendo um contrato considerado vantajoso e a promessa de ser vitrine para futuras negociações. A informação foi divulgada pelo site Globo Esporte.
A proposta gira em torno de 35 milhões de euros, incluindo valores fixos e metas de desempenho. Entre os bônus previstos, estão:
- participação em 50% dos jogos caso o Bournemouth permaneça na primeira divisão;
- presença em 50% dos jogos caso o clube se classifique para torneios europeus;
- acréscimos progressivos a cada número de partidas disputadas por temporada.
O valor representaria a maior transação da história do Vasco, mas a diretoria entende que pode conseguir cifras ainda mais altas, seja do próprio Bournemouth ou de outro clube inglês.
Rayan é visto pelos ingleses como o substituto ideal de Semenyo, vendido ao Manchester City nesta mesma janela. O Bournemouth espera concluir a negociação até o fim da semana, mas não descarta buscar alternativas caso o acordo não avance, já que o mercado inglês fecha em 31 de janeiro.
Resistência do Vasco
Apesar da boa relação entre Rayan, seu estafe e a diretoria de São Januário, o clube tenta convencer o jogador a esperar por propostas mais vantajosas. O técnico Fernando Diniz participa diretamente desse processo, mantendo conversas e ligações com o jovem para reforçar a importância de sua permanência.
Na última renovação contratual, o Vasco garantiu proteção contra saída sem retorno financeiro e estabeleceu que o atleta poderia receber até 30% do valor da transferência, dependendo da negociação. Agora, caso não consiga segurar o jogador, o clube deseja ao menos aumentar sua fatia na transação e simplificar as metas de bônus.
Outro ponto em debate é a chamada mais-valia. Como a legislação inglesa não permite que o clube vendedor mantenha percentual do atleta, o Vasco busca incluir cláusula que lhe garanta participação em uma futura revenda. Na prática, se o Bournemouth vender Rayan por valor superior ao atual contrato — por exemplo, 70 milhões de euros — o Vasco teria direito a parte da diferença.
O cenário segue indefinido: de um lado, o desejo de Rayan em atuar na Premier League; do outro, a resistência vascaína em liberar sua principal joia sem maximizar o retorno financeiro. A próxima semana será decisiva para o futuro do atacante e para os cofres de São Januário.




































































