Esposa de Leandro Boneco se pronuncia após Edilson chamá-lo de “analfabeto” no BBB 26
A jornalista e educadora Dominique Azevedo, esposa de Leandro Boneco, se pronunciou nas redes sociais após uma fala de Edilson durante o Sincerão da última segunda-feira (2), no BBB 26.
Na dinâmica ao vivo, Edilson afirmou: “Um cara desse, analfabeto, vai ganhar BBB? Vai ganhar que p*a de BBB?”. A declaração gerou forte repercussão fora da casa e motivou o posicionamento público de Dominique, que criticou o uso do termo de forma depreciativa e propôs uma reflexão sobre alfabetização tardia, preconceito e empatia.
“Reforça estereótipos”, diz Dominique
Em vídeo publicado nas redes, Dominique explicou que a fala a atingiu diretamente por sua trajetória profissional e pessoal.
“Desde os 13 anos eu trabalho com alfabetização de jovens e adultos. Me chama muita atenção ver alguém se referir a outra pessoa como analfabeta de uma maneira tão depreciativa, reforçando estereótipos”, afirmou.
Ela revelou ainda que Leandro enfrentou dificuldades educacionais desde a infância e passou por um processo de alfabetização tardia. Segundo Dominique, o brother convive com dislexia e discalculia, condições que impactaram sua trajetória escolar.
“Quando eu conheci o Leandro, ele não conseguia concluir o ensino médio por conta de uma base educacional fragilizada. A gente trabalhou muito para que ele pudesse finalizar os estudos”, relatou.
Universidade pública e superação
Dominique também destacou que Leandro Boneco conseguiu ingressar em uma universidade pública, onde cursou música, realizando um sonho antigo.
“Ele queria muito fazer faculdade. Passou pelos desafios, enfrentou dificuldades, mas concluiu. Isso mostra que ninguém pode ser reduzido a uma palavra usada como ofensa”, disse.
Convite à reflexão, não ao cancelamento
Ao longo do desabafo, a educadora ressaltou que sua manifestação não tem como objetivo estimular ataques ou cancelamentos, mas promover reflexão.
“Não é sobre discurso de ódio. É um convite para pensar sobre falas que são problemáticas e que não podem ser normalizadas”, pontuou.
Ela ainda chamou atenção para a desigualdade no acesso à educação no Brasil e questionou o preconceito embutido na declaração feita durante o reality.
“Quem foi que disse que uma pessoa analfabeta não pode ganhar o BBB? Num país tão desigual como o nosso, qualquer pessoa pode ganhar, inclusive alguém que passou por alfabetização tardia. O que a gente precisa é de mais empatia”, concluiu.






































































