Aquele hábito prático de pegar um café quente no caminho para o trabalho pode estar escondendo um risco silencioso. Pesquisas destacadas pelo Metrópoles reforçam que a interação entre as altas temperaturas do café (geralmente entre 70°C e 90°C) e o revestimento plástico de copos descartáveis provoca a degradação do material, resultando na liberação de milhões de micropartículas diretamente na bebida.
Como ocorre a contaminação?
Mesmo os copos de papel, muitas vezes vistos como “ecológicos”, possuem uma camada interna de polietileno para evitar que o líquido vaze. Quando o café quente entra em contato com essa película:
- Degradação Térmica: O calor enfraquece as cadeias poliméricas do plástico.
- Liberação de Partículas: Estima-se que, em apenas 15 minutos, um único copo possa liberar cerca de 25.000 micropartículas de plástico no café.
- Aditivos Químicos: Além do plástico em si, substâncias como bisfenóis e ftalatos podem migrar para o líquido, atuando como disruptores endócrinos no corpo humano.
Os Riscos para a Saúde
Embora a ciência ainda esteja mapeando os efeitos a longo prazo, os sinais de alerta incluem:
- Inflamação Sistêmica: Microplásticos podem atravessar as barreiras intestinais e entrar na corrente sanguínea, causando respostas inflamatórias.
- Acúmulo em Órgãos: Partículas já foram encontradas em pulmões, fígado e até na placenta humana.
- Toxicidade Celular: Os aditivos químicos associados ao plástico podem interferir no equilíbrio hormonal.
Como Reduzir a Exposição
Você não precisa abrir mão do seu café, mas pode mudar a forma como o consome:
- Priorize Cerâmica ou Vidro: Sempre que possível, utilize xícaras de materiais inertes que não reagem ao calor.
- Adote o Copo Reutilizável: Invista em copos de aço inoxidável ou silicone de grau alimentício. Além de serem mais seguros, são melhores para o meio ambiente.
- Evite Tampas Plásticas: Se precisar usar o copo descartável, tente beber sem a tampa de plástico, que também libera partículas com o contato do vapor quente.
“A praticidade do descartável tem um custo biológico que estamos começando a entender agora. A prevenção é o caminho mais seguro”, alerta o artigo.
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