Logotipo do Fundo Monetário Internacional em fachada institucional, representando análises e projeções da economia global.
Logotipo do Fundo Monetário Internacional em fachada institucional, representando análises e projeções da economia global.

FMI vê fôlego maior na economia mundial em 2026, mas Brasil perde ritmo

A economia global deve apresentar desempenho um pouco melhor em 2026 do que o previsto anteriormente, segundo nova atualização do Fundo Monetário Internacional (FMI). O cenário, no entanto, não é homogêneo. Enquanto grandes economias mostram sinais de resiliência, o Brasil teve sua estimativa de crescimento revisada para baixo, refletindo desafios internos e externos que limitam o ritmo de expansão.

Crescimento global ganha leve impulso
De acordo com o FMI, a atividade econômica mundial tende a avançar sustentada pela desaceleração gradual da inflação e pela manutenção do consumo em países desenvolvidos. Estados Unidos e algumas economias europeias continuam se beneficiando de mercados de trabalho relativamente aquecidos e de políticas econômicas que evitam uma retração mais forte. O comércio internacional também dá sinais de estabilização após anos marcados por choques sucessivos.

Brasil enfrenta limites estruturais
No caso brasileiro, o Fundo avalia que o crescimento deve ser mais contido em 2026. Entre os fatores destacados estão os juros ainda elevados, que restringem investimentos e consumo, além de incertezas fiscais que afetam a confiança de empresários e investidores. O desempenho mais fraco de setores industriais e a desaceleração do crédito também contribuem para um cenário menos favorável no curto prazo.


Emergentes seguem em ritmo desigual
Outras economias emergentes apresentam trajetórias distintas. Países asiáticos continuam liderando o crescimento, impulsionados por exportações e investimentos em tecnologia e infraestrutura. Já na América Latina, o avanço tende a ser moderado, com desafios semelhantes aos do Brasil, como restrições fiscais, volatilidade cambial e dependência de commodities.

Política econômica no centro do debate
O relatório reforça, de forma indireta, a importância de políticas que conciliem responsabilidade fiscal com estímulos ao crescimento. Reformas estruturais, melhora do ambiente de negócios e investimentos em produtividade aparecem como caminhos para reduzir a distância entre o Brasil e outras economias emergentes mais dinâmicas.

A revisão do FMI para 2026 indica que, embora o cenário global seja ligeiramente mais favorável, o Brasil precisará enfrentar entraves internos para acompanhar esse movimento. As decisões de política econômica nos próximos meses serão determinantes para definir se o país conseguirá transformar estabilidade em crescimento mais robusto ou permanecerá avançando em ritmo abaixo do potencial.