O patrimônio concentrado nas mãos dos bilionários globais alcançou um novo patamar em 2025, reforçando um movimento que vem se intensificando desde a pandemia. O dado, revelado por um relatório de uma organização internacional voltada ao combate à desigualdade, reacende o debate sobre o ritmo assimétrico da recuperação econômica mundial e seus impactos sociais.
Acúmulo acelerado no topo da pirâmide
Segundo o estudo, o crescimento da fortuna dos mais ricos ocorreu em velocidade superior à expansão da economia global. Ganhos expressivos em setores como tecnologia, energia, finanças e mercado de capitais impulsionaram esse avanço, favorecidos por políticas monetárias, alta dos ativos financeiros e lucros corporativos elevados. Enquanto isso, a criação de novos bilionários seguiu concentrada em poucos países, ampliando a distância entre economias centrais e periféricas.
Desigualdade persistente e renda estagnada
O relatório aponta que, em contraste com o avanço das grandes fortunas, a renda da maioria da população global cresce de forma lenta ou permanece estagnada. Em diversas regiões, salários não acompanharam a inflação acumulada dos últimos anos, pressionando o custo de vida. O resultado é o aprofundamento de desigualdades históricas, com efeitos diretos sobre acesso a moradia, alimentação, saúde e educação.
Tributação e políticas públicas em debate
A concentração de riqueza recoloca no centro da agenda internacional a discussão sobre tributação progressiva e cooperação fiscal entre países. Especialistas citados indiretamente no documento defendem que impostos mais eficazes sobre grandes patrimônios poderiam ampliar a capacidade dos Estados de financiar políticas sociais, reduzir déficits e enfrentar crises climáticas e humanitárias sem sobrecarregar a classe média.
Impactos políticos e sociais globais
Além do aspecto econômico, o estudo alerta para consequências políticas. A desigualdade extrema tende a alimentar instabilidade social, desconfiança nas instituições e polarização, especialmente em contextos de eleições e ajustes fiscais.
O recorde de riqueza no topo da pirâmide em 2025 não é apenas um dado financeiro, mas um sinal de alerta. A forma como governos e organismos internacionais responderão a esse cenário pode definir se o crescimento global dos próximos anos será mais inclusivo ou seguirá ampliando distâncias já profundas.
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