O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou neste domingo que o acordo comercial com a União Europeia (UE) “não foi finalizado”, em entrevista ao programa Meet the Press da NBC, e defendeu as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump em meio ao impasse diplomático sobre a Groenlândia.
Bessent rebate críticas e diz que acordo não está fechado
Bessent rejeitou a ideia de que um acordo comercial com a UE estivesse concluído, afirmando que negociações e tratamentos de emergência — como as medidas tarifárias anunciadas recentemente — são distintas e não configuram um tratado finalizado. Para ele, o presidente americano tem margem para agir por meio de poderes emergenciais, que são distintos de negociações comerciais tradicionais.
O secretário também afirmou que o equilíbrio das relações com países como a China e a Índia mostra que Washington está pronto para agir caso qualquer mudança questione esse equilíbrio.
Argumentos sobre segurança e tarifas relacionadas à Groenlândia
Na entrevista, Bessent voltou a comentar a questão da Groenlândia, tema que tem gerado fortes tensões entre os EUA e países europeus. Ele afirmou que europeus já enfrentaram tarifas sobre petróleo russo e que os poderes emergenciais são utilizados para tratar dessas questões, incluindo a imposição de tarifas adicionais a países europeus que se opõem às políticas americanas no Ártico.
O secretário do Tesouro acrescentou que os EUA consideram os europeus incapazes de garantir a segurança de seu próprio território contra ameaças externas, como um possível ataque, e que isso justificaria a postura americana sobre a Groenlândia.
Redefinição de alianças e projeção de força
Segundo Bessent, a postura americana visa projetar força estratégica e convencer líderes europeus de que sua proteção sob o guarda-chuva de segurança dos EUA é necessária. Ele mencionou que a disputa pela região do Ártico é “real”, argumentando que, caso outra potência como a Rússia atacasse áreas estratégicas, os EUA estariam envolvidos devido às garantias da OTAN.
O secretário ainda destacou a importância da Groenlândia para a segurança nacional, incluindo planos de defesa e infraestrutura militar, como parte da justificativa para reforçar as posições americanas no território.
Possível ação militar e críticas à OTAN
Questionado sobre a possibilidade de ações militares, Bessent evitou confirmar conversas com Trump sobre operações na Groenlândia, mas não descartou a hipótese de intervenção no futuro. Ele também minimizou preocupações de que uma ação americana pudesse enfraquecer a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirmando que, no final, europeus perceberiam a necessidade de proteção sob o controle dos EUA.
🧩 Encerramento
Com a negação de que um acordo com a UE tenha sido finalizado e a defesa das tarifas relacionadas à Groenlândia, o secretário Scott Bessent reforça a linha dura do governo Trump nas negociações internacionais. A abordagem combina poderes emergenciais, pressões tarifárias e argumentos de segurança estratégica em um momento de tensões acentuadas entre os EUA e aliados europeus.






































































