Lula vai avaliar objetivos, integrantes e custos antes de decidir sobre participação no Conselho de Paz proposto por Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que *analisará diversos fatores antes de decidir se aceitará o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado Conselho de Paz da Faixa de Gaza, criado como parte da proposta americana para avançar na resolução do conflito na região. A decisão deve considerar objetivos, composição e possíveis custos da participação brasileira.


Convite para integrar o conselho de paz

O convite para que o Brasil participe do Conselho de Paz foi feito pelo governo dos Estados Unidos ao presidente Lula. A iniciativa foi anunciada como um passo na segunda fase do plano americano para a Faixa de Gaza, que busca discutir temas como fortalecimento da governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital na região.


Pontos que serão avaliados pelo governo brasileiro

Integrantes do governo brasileiro afirmam que a proposta ainda carece de respostas claras sobre o formato e os compromissos envolvidos antes de o país se comprometer oficialmente com a iniciativa. Entre os principais aspectos que ainda estão sob avaliação estão:


  • Objetivos concretos do conselho e o que se espera alcançar com sua atuação;

  • Lista de países e líderes que integrarão o grupo, incluindo posições frente ao conflito;

  • Posicionamento dos países convidados em relação à guerra;

  • Possíveis custos financeiros decorrentes da participação no órgão internacional.

Fontes diplomáticas afirmam que o governo considera essencial dialogar com outros países e parceiros relevantes antes de definir um posicionamento definitivo.


Contexto e posição do Brasil no conflito

O governo brasileiro tem adotado uma postura crítica em relação às ações militares em Gaza, defendendo cessar‑fogo imediato e a criação de um Estado palestino, além de apoiar iniciativas multilaterais para a paz no Oriente Médio. Essa posição pode influenciar a avaliação sobre a participação no conselho, que é liderado pelos Estados Unidos — principal aliado de Israel — e ainda em fase de construção das responsabilidades e estrutura.


Prazo e expectativa pela decisão

A expectativa é que o resultado da análise de Lula sobre a adesão ao conselho seja divulgado ao longo da semana, após ponderar esses fatores e consultar ministros e diplomatas envolvidos nas negociações. O anúncio oficial ainda não foi feito pelo governo brasileiro.


🧩 Encerramento

A definição de participação do Brasil no Conselho de Paz da Faixa de Gaza proposto pelo presidente Trump passa por uma etapa de análise detalhada dos objetivos, composição e eventuais custos envolvidos. A decisão de Lula considerará tanto questões diplomáticas quanto os interesses brasileiros na promoção da paz e da estabilidade no Oriente Médio, em meio a um cenário internacional complexo.