A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta segunda-feira (19) um pedido de autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele possa receber a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de outros aliados enquanto cumpre pena na unidade prisional conhecida como “Papudinha”, em Brasília.
Pedido de autorização ao STF
Os advogados de Bolsonaro solicitaram que o relator do caso no STF, Alexandre de Moraes, autorize visitas específicas ao ex-presidente, que está detido desde quinta-feira (15) no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), parte do Complexo Penitenciário da Papuda.
O pedido inclui o nome de Tarcísio de Freitas, além de Diego Torres Dourado, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e Bruno Scheid, vice-presidente do Partido Liberal (PL) em Rondônia.
Contexto da prisão de Bolsonaro
Bolsonaro foi transferido para a Papudinha a partir de 15 de janeiro, após decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou sua custódia no local. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação no inquérito que apurou a tentativa de golpe de Estado.
A transferência ocorreu depois de Bolsonaro passar um período detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, decisão que também autorizou uma série de medidas relacionadas às condições de custódia e assistência médica ao ex-mandatário.
Visitas e autorização judicial
No despacho que autorizou a transferência e estabeleceu o regime de custódia, Moraes já definiu regras para visitas de familiares, como a esposa e os filhos do ex-presidente, mas qualquer visita de terceiros, incluindo aliados políticos ou amigos, depende de autorização judicial do STF.
O novo pedido protocolado pela defesa aponta que as visitas teriam caráter pessoal e político, e que a autorização deve seguir os protocolos exigidos pelo tribunal para pessoas sob custódia determinada pela Corte.
🧩 Encerramento
A decisão sobre o pedido de autorização de visitas feito pela defesa de Bolsonaro ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. A expectativa dos apoiadores é que aliados próximos ao ex-presidente, como Tarcísio de Freitas, possam ter acesso a ele no regime de custódia atual, caso a autorização judicial seja concedida.




































































