A filha de uma das vítimas que morreu na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), fez um apelo por justiça nesta terça-feira (20 de janeiro de 2026), após a morte inesperada de seu pai e de outras duas pessoas internadas na mesma unidade, em um caso que agora é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Mortes sob suspeita na UTI do hospital
Entre novembro e dezembro de 2025, três pacientes morreram de forma inesperada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, todos após procedimentos que posteriormente passaram a ser considerados atípicos pelas autoridades e familiares.
A investigação apontou que as vítimas teriam recebido substâncias inadequadas em suas veias, o que é alvo de apuração como possíveis homicídios, considerando que as mortes não se encaixam nos quadros clínicos esperados.
Suspeitos presos e investigação em andamento
A PCDF prendeu três ex-técnicos de enfermagem do hospital enquanto a investigação corre em segredo de Justiça. As autoridades trabalham com a linha de investigação de que medicamentos ou substâncias letais foram aplicados de forma criminosa em pacientes internados, o que teria provocado as mortes.
De acordo com a investigação, um dos técnicos chegou a falsificar receitas e aplicar substâncias de risco nos pacientes, com um dos casos envolvendo injeção de desinfetante diretamente na veia, procedimento que causou parada cardíaca imediata.
Além disso, a polícia realizou mandados de busca e apreensão e vem coletando provas eletrônicas que podem ajudar a esclarecer se as motivações foram intencionais e se há outros episódios similares vinculados aos mesmos suspeitos.
Famílias cobram responsabilização completa
A filha de uma das vítimas relatou que a família acreditava inicialmente que a morte teria sido natural ou decorrente das condições clínicas, mas a investigação mudou essa percepção ao surgirem indícios de ação criminosa de profissionais de saúde.
Ela ressaltou que seu pai era uma pessoa exemplar e que a família agora busca não apenas respostas claras sobre o que aconteceu, mas também responsabilização civil e criminal dos envolvidos, incluindo os profissionais e a própria instituição hospitalar pela falha de segurança que permitiu os eventos.
O caso ganhou repercussão e comoção nas redes sociais e entre membros da comunidade médica e jurídica, que apontam para a necessidade de rigor nas investigações e punição dos responsáveis, caso a participação criminosa seja confirmada.
Impacto e próximos passos da apuração
Com o caso sendo tratado como homicídio pela PCDF, a investigação vai buscar confirmar motivações, métodos e responsabilidades individuais nos óbitos. A polícia pode ampliar o escopo para entender se há outros casos semelhantes que envolveram os mesmos profissionais em outras unidades ou localidades.
Enquanto isso, as famílias continuam sob o impacto emocional das perdas, exigindo não só justiça, mas também garantias de que falhas como essa não se repitam em outras instituições de saúde do Distrito Federal ou do país.
🧩 Encerramento
O apelo da filha da vítima por justiça no caso das mortes na UTI do Hospital Anchieta destaca o clamor por transparência e responsabilização em meio a investigações que apontam para possível ação criminosa dentro de um serviço de saúde. A Polícia Civil segue coletando provas e ouvindo depoimentos enquanto a comunidade acompanha atentamente o desenrolar do caso.




































































