O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou o adiamento da visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na Papudinha, em Brasília, que estava marcada para quinta-feira, 22 de janeiro de 2026. O encontro havia sido autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi suspenso pelo próprio governador.
Motivo do adiamento
Segundo nota oficial do Palácio dos Bandeirantes, o adiamento ocorreu por compromissos na agenda do governador em São Paulo, que o impediram de cumprir a visita na data combinada. A assessoria afirmou ainda que uma nova data será solicitada e dependerá de nova autorização do STF.
Autoridades e aliados de Tarcísio afirmaram que o encontro teria caráter pessoal — em parte para demonstrar solidariedade e apoio ao ex-presidente — mas as negociações políticas em torno da visita ganharam destaque nas últimas horas.
Bastidores e interpretação política
Nos bastidores, o adiamento foi interpretado por figuras do Centrão como uma estratégia para ganhar tempo e evitar compromissos políticos prematuros, diante de tensões internas da direita sobre o cenário eleitoral de 2026. Segundo essa avaliação, realizar o encontro poderia associar mais fortemente Tarcísio ao projeto eleitoral do clã Bolsonaro, o que parte do grupo considera arriscado neste momento.
Fontes ouvidas por veículos como a CNN Brasil também indicaram que declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontando que Bolsonaro pretendia ouvir do governador a rejeição a uma candidatura presidencial própria, influenciaram a decisão de adiar a visita.
Situação de Bolsonaro e próximos passos
A visita estava programada para ocorrer no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (Papudinha), onde o ex-presidente cumpre pena. Com o adiamento, a defesa de Tarcísio precisará apresentar novo pedido de autorização ao ministro Alexandre de Moraes, sem prazo definido para análise.
O episódio reforça a atenção do meio político às articulações entre lideranças da direita para as eleições presidenciais de 2026, especialmente sobre alianças e apoios, e pode influenciar a postura pública de Tarcísio nas próximas semanas.




































































