O Parlamento Europeu decidiu suspender temporariamente o processo de ratificação do acordo comercial com os Estados Unidos, na esteira de tensões crescentes entre a União Europeia e Washington, informou o órgão legislativo nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026.
O que foi suspenso
Os eurodeputados interromperam o trabalho do comitê de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, que estava preparando a votação para aprovar formalmente o tratado comercial negociado entre União Europeia e Estados Unidos. Esse acordo, também conhecido como Turnberry Deal, previa a eliminação de tarifas sobre grande parte dos produtos industriais norte-americanos e a criação de um sistema de cotas para produtos agrícolas.
A decisão pela suspensão não significa o fim definitivo do acordo, mas impede que ele avance no processo legislativo até que as partes encontrem uma solução para as divergências atuais.
Motivo: tensões com ameaças ao território europeu
A principal razão para a suspensão foi o anúncio de que o presidente dos EUA, Donald Trump, havia ameaçado aplicar tarifas altas sobre produtos de países europeus que se opõem às suas intenções relacionadas à Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. Essas ameaças foram vistas como uma forma de pressão política e econômica sobre países aliados, incluindo membros da União Europeia.
Eurodeputados argumentaram que o uso de tarifas como instrumento de pressão pode comprometer a estabilidade e a previsibilidade das relações comerciais entre UE e EUA, além de colocar em risco a soberania de países europeus.
Repercussões e próximos passos
A paralisação do processo legislativo para o acordo poderá intensificar as tensões diplomáticas entre Bruxelas e Washington, especialmente se as ameaças de tarifas persistirem ou forem implementadas. O Parlamento Europeu e outros líderes da União Europeia também discutem o uso de mecanismos como tarifas retaliatórias ou instrumentos legais de resposta, enquanto autoridades europeias exploram alternativas para proteger o comércio e a soberania dos estados membros.
Embora a votação estivesse prevista para ocorrer nos próximos dias, a suspensão adiada indefinidamente faz com que a implementação do acordo dependa agora de mudanças na postura dos Estados Unidos ou de avanços em negociações diplomáticas que reduzam as tensões atuais.






































































