O CadÚnico unipessoal passou por ajustes importantes após o governo federal definir exceções à exigência de visita domiciliar para pessoas que vivem sozinhas. A medida busca equilibrar dois objetivos sensíveis das políticas sociais: o combate a irregularidades no acesso a benefícios e a garantia de que pessoas em situação de vulnerabilidade não sejam excluídas por barreiras burocráticas. A decisão ocorre em meio ao esforço de aprimorar os mecanismos de controle do principal banco de dados usado para programas sociais no país.
Por que a visita domiciliar ganhou destaque
Nos últimos anos, o crescimento expressivo de cadastros unipessoais acendeu alertas nos órgãos de controle. Em alguns casos, domicílios compartilhados passaram a ser registrados como famílias individuais, o que pode gerar acesso indevido a benefícios. A visita domiciliar foi apontada como instrumento para verificar a real condição de moradia, mas sua aplicação irrestrita levantou preocupações sobre capacidade operacional e impacto social.
Exceções e critérios adotados
Com a nova definição, o governo estabelece que a visita não será obrigatória em situações específicas, como em localidades de difícil acesso, contextos emergenciais ou quando houver outras formas de comprovação suficientes. A ideia é permitir maior flexibilidade aos municípios, responsáveis pela execução do cadastro, sem abrir mão do controle. Técnicos destacam que o foco passa a ser a análise de risco, e não a aplicação automática de exigências a todos os casos.
Impacto para gestores e beneficiários
Para os gestores municipais, a mudança tende a reduzir custos e gargalos operacionais, já que a realização de visitas exige equipes treinadas e logística adequada. Para os beneficiários, especialmente idosos, pessoas com deficiência ou trabalhadores informais, a flexibilização pode evitar atrasos no acesso a programas sociais. Especialistas avaliam que a medida reconhece as desigualdades regionais e a diversidade das realidades sociais brasileiras.
Desdobramentos e reflexões
A revisão das regras do CadÚnico reforça a busca por políticas sociais mais eficientes e sensíveis às condições reais da população. O desafio, agora, será garantir que as exceções não fragilizem os mecanismos de controle nem ampliem brechas para irregularidades. O equilíbrio entre fiscalização e inclusão segue como ponto central do debate sobre a gestão de benefícios sociais no Brasil.
Leia também:








































































