Vídeo vazado revela ameaça de morte a líderes chavistas após captura de Maduro
Um vídeo vazado de uma reunião reservada do governo venezuelano com influenciadores digitais trouxe à tona uma versão inédita e explosiva dos bastidores do poder em Caracas após a captura de Nicolás Maduro. Na gravação, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirma que ela e outros líderes do alto escalão chavista foram ameaçados de morte por autoridades dos Estados Unidos e receberam um prazo de apenas 15 minutos para decidir entre colaborar ou morrer.
Segundo o relato, as ameaças teriam começado imediatamente após a captura de Maduro. Delcy afirma que o ultimato foi direcionado a ela, ao ministro do Interior Diosdado Cabello e ao presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
“Deram 15 minutos para responder. Caso contrário, nos matariam”, diz Delcy em um trecho do áudio reproduzido durante a reunião.
🎥 Reunião com influenciadores e tentativa de controle da narrativa
O encontro foi conduzido pelo então ministro das Comunicações e Informação, Freddy Ñáñez, e reuniu influenciadores alinhados ao regime. A gravação — cuja origem do vazamento ainda é desconhecida — indica uma estratégia do governo para alinhar o discurso interno em meio à crise política e diplomática com os EUA.
Delcy participou da reunião por telefone, com o áudio reproduzido em viva-voz, e falou por cerca de seis minutos. Em sua versão, autoridades americanas teriam inicialmente informado que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estariam mortos, informação que depois teria sido desmentida.
— “Dissemos que estávamos prontos para compartilhar o mesmo destino”, afirmou, em tom dramático.
🌍 Relato ganha repercussão internacional
O conteúdo foi revelado inicialmente pelo site venezuelano La Hora de Venezuela e rapidamente repercutiu na imprensa internacional. O jornal britânico The Guardian destacou que a gravação aparenta ter sido feita por uma plataforma de videoconferência, já que parte dos influenciadores participou de forma remota.
Até o momento, não há confirmação oficial dos Estados Unidos sobre as acusações feitas por Delcy Rodríguez.
💣 Críticas aos EUA e discurso de resistência
Na gravação, Delcy também afirmou que o governo venezuelano não esperava ataques militares da magnitude registrada, incluindo bombardeios em Caracas. Segundo ela, a ofensiva americana teria sido “selvagem” e “criminosa”.
Sem citar nomes diretamente, a presidente interina fez duras críticas ao governo dos EUA e a seus líderes — uma referência indireta ao presidente Donald Trump.
— “Não lidamos com adversários racionais. Lidamos com pessoas cuja integridade moral está profundamente comprometida”, declarou.
🔎 Por que isso importa
O vazamento expõe rachaduras na narrativa oficial do regime, revela a tentativa de mobilizar influenciadores como instrumento político e adiciona um novo capítulo à escalada de tensão entre Venezuela e Estados Unidos — agora com acusações diretas de chantagem e ameaça de execução contra líderes do chavismo.
O episódio reforça o clima de instabilidade no país e amplia o impacto internacional da crise venezuelana, com potencial de novas reações diplomáticas nos próximos dias.





































































