Uma ruptura nos bastidores do Botafogo marcou a semana com o distanciamento de figuras-chave da SAF, e o novo aporte financeiro prometido, que poderia aliviar problemas administrativos e permitir registrar reforços, segue sem definição e sem entrada nos cofres do clube.
Aporte financeiro prometido que não saiu
Nas últimas semanas, a torcida e dirigentes do Botafogo aguardavam um aporte de cerca de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 260 milhões), prometido por investidores para o clube, com objetivo de quitar dívidas e resolver pendências que têm afetado a operação.
Contudo, a proposta ainda não se concretizou e as verbas não entraram nos cofres alvinegros até o momento, mesmo com a proximidade de prazos e entrevistas públicas sobre o tema.
Ruptura interna na diretoria
O episódio mais recente de tensão envolve o dono da SAF do Botafogo, John Textor, e o CEO Thairo Arruda, que se distanciaram publicamente. Arruda teria se recusado a assinar a autorização para a entrada do aporte financeiro diante de discordâncias sobre os termos do acordo.
Esse conflito interno evidencia a falta de consenso entre os principais líderes do clube sobre os rumos da gestão financeira da SAF e a forma como os recursos externos deveriam ser utilizados, gerando instabilidade na administração.
Transfer ban e impacto esportivo
Sem o aporte financeiro pendente, o Botafogo segue com um transfer ban imposto pela FIFA, que impede o registro de novos jogadores contratados recentemente, como o atacante Lucas Villalba, o zagueiro Ythallo e o volante Wallace Davi.
Essa punição decorre de pendências financeiras com o Atlanta United e está em vigor por várias janelas de transferências, dificultando a reformulação do elenco e a estratégia esportiva do clube.
Pressão por garantias e reuniões recentes
A falta de definição sobre o aporte também motivou cobranças de integrantes do clube associativo e de torcedores, que exigem garantias financeiras e transparência sobre os recursos prometidos.
Nos bastidores, representantes do Botafogo viajaram para reuniões com bancos e consultorias especializadas em fusões e aquisições para tentar destrinchar detalhes da possível entrada de capital, mas os termos ainda não foram finalizados.
Encerramento
A crise interna e a ausência de um novo aporte financeiro deixam o Botafogo em um momento de instabilidade administrativa, com implicações diretas no planejamento esportivo e na gestão do clube no inicio da temporada, enquanto dirigentes tentam definir uma saída para a pendência que tem travado a evolução da SAF alvinegra.




































































