Física explica gol inusitado do goleiro do Coritiba: força, ângulo e quique na medida

Um gol inusitado de tiro de meta marcado pelo goleiro Pedro Rangel do Coritiba no Campeonato Paranaense 2026 ganhou explicação científica: a combinação de força, ângulo de lançamento e o comportamento da bola após o quique explica como a jogada, praticamente de rotina, terminou no fundo das redes do adversário.


Como a física entrou em jogo

O lance aconteceu quando Rangel cobrou o tiro de meta com força e precisão, gerando uma trajetória que pode ser descrita como uma parábola perfeita. A física mostra que, para maximizar o alcance de um projétil (como uma bola), o ângulo ideal de lançamento fica próximo de 45 graus, e o disparo do goleiro chegou bem próximo disso ao redor de 46 graus, permitindo que a bola percorresse grande distância no ar antes de tocar o solo.

Na ciência clássica, sem considerar resistência do ar, esse ângulo promove o maior deslocamento horizontal possível para a bola — algo que aconteceu nesse lance raro, combinando velocidade e inclinação.



Força e trajetória

Segundo a explicação física, a bola saiu do pé do goleiro com uma velocidade inicial estimada em cerca de 104 km/h — comparável à velocidade de um carro em rodovia — e permaneceu no ar por aproximadamente 4,25 segundos, alcançando uma altura máxima de cerca de 22 metros, o equivalente a um edifício de vários andares.

Essa combinação de potência e ângulo fez com que a bola viajasse praticamente de uma grande área até a outra extremidade do campo, o que já por si é atípico no futebol.


O quique que surpreendeu o goleiro adversário

Além da trajetória no ar, o comportamento da bola após o quique no gramado foi um fator determinante. Após tocar o solo, ela recuperou parte da impulsão e conseguiu encobrir o goleiro adversário, que tinha mais de 2 m altura quando levantou os braços, mas não conseguiu bloquear a bola antes que ela cruzasse a linha do gol.

Esse detalhe — bola quicando em ritmo e ângulo inesperados — é parte do que torna o gol tão raro e digno de análise física, já que não é comum que um goleiro conclua um lance assim diretamente de um lançamento.


Encerramento

O gol de Pedro Rangel não foi apenas decisivo para a vitória do Coritiba nas quartas de final do Campeonato Paranaense 2026, como também se tornou um exemplo curioso de como princípios básicos da física — força, ângulo de lançamento e o comportamento do quique — podem explicar um dos lances mais inesperados do futebol.