Especialistas em economia alertam que a inflação nos Estados Unidos pode subir acima de 4% até o fim de 2026, contrariando projeções que apontam uma queda gradual para perto da meta do Federal Reserve (Fed). O alerta foi feito em um artigo de economistas do Peterson Institute for International Economics, divulgado nesta quarta-feira.
Riscos de alta inflacionária nos EUA
Os autores do artigo afirmam que a visão de uma inflação moderada em 2026 é “otimismo prematuro” e destacam vários fatores que podem pressionar os preços ao consumidor. Entre esses estão os efeitos defasados das tarifas comerciais impostas pelo governo dos EUA, o aumento do déficit fiscal e um mercado de trabalho mais apertado devido a mudanças na política de imigração.
Efeito das tarifas sobre os preços
Segundo os especialistas, apesar de o repasse das tarifas para os preços ao consumidor ter sido relativamente lento até agora, essa dinâmica deve mudar no primeiro semestre de 2026, à medida que os estoques antigos se esgotem e as empresas comecem a incorporar integralmente os custos adicionais em seus preços. Esse movimento pode adicionar pressão inflacionária significativa ao índice de preços ao consumidor.
Política fiscal e mercado de trabalho
Outro fator citado é o crescimento do déficit fiscal, que pode ultrapassar 7% do PIB no ano, criando estímulo adicional à demanda. Além disso, ajustes recentes na política de imigração contribuíram para um mercado de trabalho mais apertado, o que pode levar a aumentos salariais em setores intensivos em mão de obra e, consequentemente, refletir na inflação de serviços.
Outros fatores que podem elevar a inflação
Os economistas também destacam que a política monetária pode estar mais frouxa do que reconhecido oficialmente, com condições de crédito que facilitam gastos mais elevados, e que as expectativas de inflação podem estar se deslocando para cima à medida que consumidores vivenciam aumentos de preços de itens essenciais.
Cenário futuro e projeções
Embora muitos analistas projetem que a inflação americana deve se aproximar da meta de 2% ao longo de 2026, o aviso dos especialistas sugere que choques como tarifas elevadas e estímulos fiscais podem manter a pressão sobre os preços, elevando os riscos de inflação mais alta do que o esperado.






































































