O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou em entrevista coletiva nesta terça-feira (20 de janeiro de 2026) que as autoridades e os cidadãos do território devem começar a se preparar para a possibilidade de uma invasão militar, após declarações do governo dos Estados Unidos que reacenderam temores de conflito. Nielsen disse que, embora um ataque seja improvável, ele não pode ser totalmente descartado e que é necessário estar pronto para “todas as possibilidades”.
Contexto do alerta e tensão geopolítica
O discurso do premiê ocorre em meio a um aumento de tensões entre os Estados Unidos e a Groenlândia — um território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca — após declarações do presidente norte-americano que sugeriram interesse em assumir o controle estratégico da ilha no Ártico. A localização geopolítica de Groenlândia e seus recursos naturais fazem dela um ponto central em debates sobre segurança e influência global.
Nielsen afirmou que, apesar de a probabilidade de um conflito militar ser baixa, os cidadãos precisam saber quais medidas podem ser tomadas em cenários de emergência, principalmente para lidar com possíveis interrupções no cotidiano ou necessidades logísticas urgentes.
Medidas de preparação sugeridas
O governo groenlandês está organizando uma força-tarefa com representantes das autoridades locais para orientar a população sobre providências práticas em caso de crise, incluindo recomendações para estoque de alimentos suficientes para alguns dias e planos de sobrevivência doméstica em situações de emergência.
As autoridades também estão preparando guias com orientações detalhadas que podem ser distribuídos à população, enfatizando a necessidade de estar pronta para enfrentar eventuais “disrupções à vida cotidiana”, caso uma escalada militar aconteça.
Soberania, OTAN e consequências internacionais
O premiê reforçou que a soberania da Groenlândia não está em negociação e ressaltou a importância da ilha como membro associado de alianças ocidentais, incluindo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Ele afirmou que qualquer escalada teria consequências para além das fronteiras locais, afetando a segurança regional e global.
O discurso também vem num momento em que países aliados, incluindo a Dinamarca, intensificaram a presença militar e exercícios na região Ártica para reforçar a defesa do território, o que aponta para um cenário de crescente cooperação aliada diante de possíveis riscos externos.
🧩 Encerramento
Embora o primeiro-ministro da Groenlândia tenha deixado claro que um ataque militar ainda é um cenário improvável, sua recomendação para que a população comece a se preparar indica que as autoridades estão tratando a situação com seriedade diante das amenças e declarações de controle estrangeiro. O chamado para ações de preparação enfatiza a importância de estar pronto para possíveis desdobramentos inesperados, mesmo em um contexto em que diplomacia e relações internacionais tentam equilibrar interesses estratégicos no Ártico.




































































