O cenário político global amanheceu em convulsão nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026. A nova administração de Donald Trump não apenas reafirmou sua política de “América Primeiro”, mas intensificou o ataque ao multilateralismo com duas frentes de batalha: a frontal contra Emmanuel Macron e a estratégica contra a Organização das Nações Unidas (ONU), através de seu controverso “Conselho da Paz”.
O “Ultimato do Vinho”: Trump provoca Macron e abala o G7
O presidente americano não poupou palavras ao presidente francês, Emmanuel Macron, enviando uma mensagem carregada de provocações em vista da próxima reunião do G7. A ameaça de tarifas não é novidade, mas o alvo é simbólico:
- O Alvo: “Se a França não cooperar, os vinhos franceses vão pagar o preço. E não será um preço pequeno”, teria dito Trump, segundo fontes diplomáticas. A investida contra um produto tão emblemático da cultura francesa é um golpe direto no orgulho e na economia europeia.
- A Pressão no G7: Ao condicionar o comércio a uma “nova forma de pensar” em relações internacionais, Trump coloca Macron em uma situação delicada. O presidente francês, um dos maiores defensores do multilateralismo, vê-se desafiado a ceder ou a liderar uma retaliação que pode desencadear uma guerra comercial global.
O “Conselho da Paz”: A “ONU Paralela” que assusta o mundo
A grande sacada estratégica (e perigosa) de Trump é a formalização do Conselho da Paz. Essa iniciativa não é um mero fórum de debates; é uma clara tentativa de esvaziar a legitimidade da ONU:
- O Objeto do Temor: O Conselho é apresentado por Trump como uma “alternativa mais ágil e eficaz” para resolver conflitos como Ucrânia e Oriente Médio. O grande temor, como apontam diplomatas em Nova York, é que ele sirva como uma “ONU Paralela”, minando o Conselho de Segurança e as resoluções internacionais.
- Quem Participa? A ideia é convocar apenas países “alinhados” aos interesses americanos, excluindo potências como China e Rússia, além de nações que não compactuam com a agenda de Washington. Isso criaria uma estrutura de decisão “ad hoc”, sem as salvaguardas e a representatividade que a ONU, mesmo com suas falhas, ainda oferece.
Donald Trump anunciou a criação de um “Conselho da Paz”, iniciativa que vem sendo chamada de “ONU Paralela”, e ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses para pressionar Emmanuel Macron a aderir ao projeto. A França, por sua vez, sinalizou que pretende recusar o convite.
Contexto da Crise
- Conselho da Paz: proposta de Trump para rivalizar com a ONU, inicialmente voltada à Faixa de Gaza, mas com ambição de se expandir para outros conflitos globais.
- Tarifas de 200%: ameaça direta contra produtos franceses, especialmente vinhos e champanhes, principais exportações da França para os EUA.
- Resposta da França: Macron e ministros classificaram a medida como “inadmissível” e de “brutalidade inédita”, pedindo reação conjunta da União Europeia.
Implicações Geopolíticas
- Desafio à ONU: Trump busca criar uma estrutura paralela de resolução de conflitos, enfraquecendo o papel do Conselho de Segurança.
- Pressão Comercial: tarifas sobre vinhos franceses podem gerar retaliações da União Europeia e abrir nova frente de guerra comercial.
- Isolamento Diplomático: Macron tenta mobilizar apoio europeu para resistir à pressão, enquanto Trump aposta em medidas unilaterais.
Comparativo Rápido
| Elemento | ONU Tradicional | Conselho da Paz (Trump) |
|---|---|---|
| Estrutura | Multilateral, 193 países | Presidido por Trump, adesão seletiva |
| Foco inicial | Conflitos globais | Faixa de Gaza, expansão futura |
| Legitimidade | Reconhecida internacionalmente | Contestada, sem adesão da França |
| Instrumento de pressão | Sanções diplomáticas | Tarifas comerciais (200% vinhos) |
Por que os líderes mundiais estão alarmados?
A combinação de retórica agressiva, ameaças econômicas e a criação de uma estrutura internacional paralela gera um cenário de profunda instabilidade:
- Fragmentação Geopolítica: A cooperação em temas cruciais (crise climática, proliferação nuclear) pode desmoronar, levando a um mundo menos previsível e mais perigoso.
- Guerra Comercial Iminente: As tarifas podem provocar uma reação em cadeia, com impactos devastadores nas cadeias de produção e no comércio global.
- Fim do Multilateralismo: A era pós-Guerra Fria, baseada em instituições e regras, corre o risco de ser substituída por uma “lei da selva” onde a força bruta dita as normas.
“Não se trata apenas de vinho. É um ataque ao modelo de governança global que conhecemos. O recado de Trump a Macron e à ONU é que as regras agora serão as dele”, analisa um veterano diplomata europeu.




































































