A Polícia Federal (PF) está reforçando a cooperação com a Procuradoria‑Geral da República (PGR) para conduzir as investigações do caso do Banco Master, depois de medidas do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que alteraram a condução e a custódia de parte das provas no âmbito da investigação.
PF e PGR alinham procedimentos para investigar o caso Master
A cúpula da Polícia Federal se reuniu com o procurador‑geral da República, Paulo Gonet, em um encontro descrito internamente como positivo, em que foram alinhados procedimentos para avançar com as apurações após decisões recentes do ministro Toffoli.
Uma das principais mudanças envolve a custódia de celulares e computadores apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero — que investiga fraudes ligadas ao Banco Master —, equipamentos que agora estão sob a responsabilidade da PGR para análise, conforme determinação de Toffoli depois de avaliação de inviabilidade técnica do STF em extrair os dados.
Contexto das decisões de Toffoli e a atuação da PF
O ministro Dias Toffoli passou a centralizar decisões importantes sobre o inquérito no STF, inclusive determinando a prorrogação das investigações por mais 60 dias a pedido da própria Polícia Federal. Essa medida assegura prazo adicional para aprofundar apurações sobre possíveis irregularidades no banco, que podem envolver desvios bilionários e emissão fraudulenta de títulos.
Por outro lado, a PF expressou insatisfação com algumas determinações de Toffoli, como a exclusão da própria corporação da extração e análise direta dos materiais apreendidos — etapa considerada crucial para avançar na investigação — e a exigência de que depoimentos de investigados ocorram no STF, quando o padrão costuma ser conduzi‑los nas instalações da PF.
Críticas internas e expectativas no STF
Dentro da Polícia Federal há queixas de que a centralização do caso no STF e as medidas tomadas por Toffoli — incluindo a redução do prazo para ouvir investigados — geraram um ambiente institucional considerado “atípico” para uma investigação dessa natureza. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal já manifestou preocupação com o cenário e espera uma atuação harmoniosa entre órgãos investigativos e judiciais.
Apesar disso, autoridades da PF acreditam que a colaboração com a PGR pode fortalecer a continuidade das apurações e contornar os desafios operacionais e judiciais impostos pelas decisões recentes. Internamente, há expectativa de reação no próprio STF em relação às críticas públicas e aos debates sobre condução do caso.
Importância do caso Banco Master
O caso do Banco Master ganhou grande repercussão por envolver investigados por gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais, entre outras suspeitas graves. A quebra de sigilos bancário e fiscal de mais de 100 pessoas e entidades faz parte das medidas já tomadas no inquérito.
Além disso, partes do material apreendido ainda não foram submetidas à perícia na PGR, com acordo entre a PF e a procuradoria para que a extração dos dados ocorra inicialmente nos estados de origem antes do envio definitivo para Brasília — um arranjo pensado para agilizar a análise técnica dos aparelhos.
🧩 Encerramento
Com a atuação conjunta entre a Polícia Federal e a Procuradoria‑Geral da República, o inquérito sobre o Banco Master segue em evolução, apesar das decisões de Toffoli que mudaram procedimentos e custódia de provas. Essa articulação entre órgãos é vista como estratégica para avançar nas investigações e esclarecer a complexa teia de possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira.



































































