O segundo mandato de Donald Trump completou um ano marcado por decisões que voltaram a colocar os Estados Unidos no centro de debates globais. Desde políticas internas controversas até reposicionamentos na política externa, o período foi caracterizado por rupturas, confrontos institucionais e impactos que ultrapassaram as fronteiras americanas, influenciando mercados, alianças e o clima político internacional.
Mudanças internas e confronto institucional
No plano doméstico, Trump intensificou embates com o Congresso, o Judiciário e governos estaduais. Medidas relacionadas à imigração, segurança interna e reorganização de agências federais reacenderam discussões sobre limites do poder presidencial. Analistas apontam que o ambiente político se tornou ainda mais polarizado, com reflexos diretos sobre direitos civis, liberdade de imprensa e confiança nas instituições democráticas.
Economia e políticas protecionistas
A economia voltou a ser eixo central da estratégia política do presidente. A retomada de tarifas comerciais, o estímulo à produção interna e a revisão de acordos internacionais foram defendidos como formas de proteger empregos nos EUA. Ao mesmo tempo, essas medidas geraram tensões com parceiros históricos, elevaram custos para consumidores e ampliaram a incerteza nos mercados globais, especialmente em setores industriais e de tecnologia.
Reconfiguração da política externa
No cenário internacional, o governo Trump adotou postura mais unilateral, revisando compromissos multilaterais e pressionando aliados por maior alinhamento estratégico. Relações com Europa, China e organismos internacionais passaram por momentos de desgaste, enquanto temas como segurança global, comércio e meio ambiente ficaram mais sujeitos a decisões centradas nos interesses nacionais dos EUA.
Impactos sociais e percepção global
Internamente, as políticas do segundo mandato aprofundaram divisões sociais, com manifestações, disputas judiciais e debates intensos sobre identidade, inclusão e papel do Estado. Externamente, a imagem dos Estados Unidos oscilou entre liderança assertiva e fonte de instabilidade, dependendo da perspectiva de aliados e adversários.
Ao completar um ano, o segundo mandato de Donald Trump deixa claro que suas escolhas continuam a moldar não apenas o futuro dos EUA, mas também o equilíbrio político e econômico global. Os próximos anos indicarão se essa estratégia resultará em fortalecimento interno ou em maior isolamento internacional, em um mundo cada vez mais interdependente.




































































