O advogado Walfrido Warde pediu para deixar a equipe de defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em meio às discussões internas sobre a possibilidade de uma colaboração premiada (delação premiada) no caso, segundo relatos de bastidores divulgados nesta quinta-feira, 21 de janeiro de 2026.
Mudança na estratégia de defesa
Warde, que integrava a equipe jurídica de Vorcaro, comunicou colegas de que não queria continuar no caso diante da perspectiva de que o banqueiro poderia adotar uma estratégia de delação premiada, mecanismo ao qual o advogado se posiciona contrariamente.
A saída ocorre em um momento de agravamento da situação jurídica de Vorcaro, que voltou a ser alvo de investigação da Polícia Federal e despertou avaliações de bastidores de que ele poderia considerar oferecer colaboração em troca de benefícios, algo que Warde não apoia.
Contexto do caso Vorcaro
O empresário enfrentava uma investigação de grande repercussão envolvendo suspeitas de fraudes em operações financeiras ligadas ao Banco Master, instituição que foi alvo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central em 2025 após irregularidades na venda de carteiras de crédito.
Na última semana, após nova operação da Polícia Federal, Vorcaro declarou ter “interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, frase que alimentou especulações sobre a busca por um acordo de colaboração.
Repercussão na equipe jurídica
A decisão de Warde de se afastar da defesa foi tomada antes de qualquer definição formal sobre a adoção da delação pelo cliente, e ele preferiu não se manifestar publicamente sobre o motivo da saída quando procurado por colegas.
O movimento reflete uma clara divergência na estratégia jurídica dentro da defesa de Vorcaro, diante da possibilidade de utilizar a colaboração premiada como instrumento para enfrentar as acusações e buscar uma resolução mais rápida do processo.







































































