O Conselho da Paz idealizado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump começou a ganhar forma com a adesão de alguns países, enquanto outros optaram por manter distância. A iniciativa, apresentada como um novo espaço para mediação de conflitos internacionais, surge em um momento de desgaste das instituições multilaterais tradicionais e levanta questionamentos sobre seus reais objetivos, alcance político e impactos na governança global.
Quem já demonstrou apoio
Entre os países que aceitaram participar do Conselho da Paz estão governos que mantêm relações pragmáticas com Washington e buscam maior protagonismo em fóruns internacionais alternativos. Em geral, tratam-se de nações interessadas em ampliar canais de negociação fora da estrutura da Organização das Nações Unidas, vista por esses governos como lenta ou excessivamente burocrática. Para esses países, a nova iniciativa pode representar uma oportunidade de influência diplomática e visibilidade internacional.
Ausências que chamam atenção
Potências europeias e aliados históricos dos Estados Unidos adotaram postura cautelosa ou optaram por não aderir, ao menos neste primeiro momento. O principal argumento é a falta de clareza sobre regras, critérios de tomada de decisão e compatibilidade do conselho com o direito internacional. Diplomatas avaliam que a criação de estruturas paralelas pode fragmentar esforços de paz já existentes e enfraquecer consensos construídos ao longo de décadas.
Motivações políticas e estratégicas
Analistas apontam que as adesões refletem mais do que alinhamentos ideológicos: envolvem cálculos estratégicos, disputas de poder e interesses regionais. Em um cenário marcado por conflitos prolongados e rivalidades entre grandes potências, iniciativas alternativas tendem a atrair países que se sentem sub-representados nos fóruns tradicionais ou buscam novas formas de barganha diplomática.
A composição inicial do Conselho da Paz revela um mundo cada vez mais fragmentado, no qual a diplomacia se reorganiza em torno de interesses específicos, e não apenas de valores compartilhados. À medida que novas adesões — ou recusas — sejam anunciadas, o conselho poderá ganhar peso político ou se limitar a um espaço simbólico. Em ambos os casos, o movimento expõe os desafios do multilateralismo contemporâneo e levanta a pergunta central: até que ponto fóruns paralelos contribuem para a paz ou aprofundam divisões globais?




































































