Pesquisadores ambientais realizaram um marco histórico no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), ao soltar as primeiras araras-canindés (Ara ararauna) na natureza da região depois de mais de dois séculos de ausência, informam fontes ligadas ao meio ambiente e à conservação da fauna. Essa iniciativa representa um passo importante na restauração ecológica da Mata Atlântica carioca, tradicional bioma que havia perdido a presença dessa espécie há mais de 200 anos.
Retorno da espécie à Mata Atlântica
As araras-canindés haviam desaparecido da natureza no estado do Rio de Janeiro desde o início do século XIX, com o último registro confirmado da espécie na região datando de 1818. A ausência prolongada dessa ave carismática refletia tanto a perda de habitat quanto a pressão da caça que levou à sua extinção local. Com o processo de reintrodução, as aves voltam a sobrevoar o território fluminense, retomando um papel ecológico fundamental.
O projeto de reintrodução
O projeto de reintrodução das araras-canindés no Parque Nacional da Tijuca é coordenado por uma organização ambiental em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outras instituições. As aves, vindas de centros de reabilitação de animais silvestres, passaram por período de aclimatação e preparo antes da soltura, incluindo treinamento de voo, adaptação ao ambiente natural e estímulo ao reconhecimento de alimentos nativos, para aumentar as chances de sobrevivência em vida livre.
Importância ecológica da iniciativa
A volta das araras-canindés ao Rio de Janeiro é vista como um passo relevante na recuperação das funções ecológicas da Mata Atlântica, especialmente no que diz respeito à dispersão de sementes e manutenção de processos naturais essenciais à floresta. Especialistas afirmam que a presença dessa espécie contribui para o fortalecimento da biodiversidade e para o equilíbrio dos ecossistemas locais.
Além disso, a iniciativa serve como símbolo do potencial de recuperação ambiental em áreas urbanas protegidas, mostrando que programas de conservação bem planejados podem reverter séculos de extinção local e trazer de volta espécies que foram parte da fauna original do território brasileiro.




































































