O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, afirmou nesta quinta-feira, 22 de janeiro, que Japão, Indonésia e Coreia do Sul podem se tornar novos destinos para a carne bovina brasileira, em um movimento para ampliar os mercados exportadores após a imposição de cotas pela China sobre o produto.
Possível diversificação de mercados
Segundo Viana, o Brasil possui um “cardápio grande de mercados” que foram abertos recentemente, o que facilita a prospecção desses países asiáticos. Além de Japão, Indonésia e Coreia do Sul, o executivo citou que outros mercados, como Filipinas, também foram abertos, e que há negociações em andamento para reduzir barreiras comerciais e ampliar o acesso a novos consumidores da proteína brasileira.
A necessidade de buscar novos destinos está relacionada à decisão da China, que no final do ano passado anunciou a imposição de cotas específicas para importação de carne bovina, com uma tarifa adicional de 55% para volumes que ultrapassarem os limites estabelecidos. Essas medidas foram anunciadas pelo Ministério do Comércio chinês e valem desde 1º de janeiro, com duração prevista de três anos até dezembro de 2028, afetando os principais exportadores, incluindo o Brasil.
Redução das exportações para a China
Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,7 milhão de toneladas de carne bovina para a China, sendo o principal fornecedor do país. A cota definida para este ano sem tarifas extras é de 1,106 milhão de toneladas, o que representa uma redução de cerca de 35%, ou seja, aproximadamente 600 mil toneladas a menos do que o volume exportado no ano anterior.
Essa queda estimula a Apex e outras entidades ligadas ao agronegócio a buscar alternativas comerciais para absorver a produção nacional, reduzindo a dependência de um único mercado e distribuindo as exportações em diferentes regiões.
Além da Ásia: olhar para outros mercados
Além dos países asiáticos mencionados, Viana também destacou os Estados Unidos como um possível mercado a receber a produção de carne brasileira. Ele apontou que, apesar de desafios recentes relacionados a tarifas e políticas comerciais, há potencial para reforçar a presença brasileira nesse mercado no decorrer do ano.
A estratégia de diversificação dos mercados é vista como uma resposta às pressões comerciais em países específicos e como uma forma de garantir sustentabilidade às exportações brasileiras de carne, assegurando que grandes volumes da produção possam encontrar compradores em diferentes regiões do mundo.






































































