O Brasil registrou uma nova redução nos índices de assassinatos em 2025, consolidando uma quebra na série histórica de homicídios pelo quinto ano consecutivo, mostrou balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026.
Número total de mortes violentas em 2025
Segundo dados oficiais, o país contabilizou 34.086 mortes violentas em 2025, entre homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte — uma queda de 11% em relação às 38.374 ocorrências registradas em 2024.
O levantamento considera informações de secretarias estaduais de Segurança Pública enviadas ao governo federal até 20 de janeiro, e ainda não inclui dados de dezembro dos estados de São Paulo e Paraíba, que só serão incorporados à base posteriormente.
Tendência de queda em todas as regiões
A redução nos homicídios não foi concentrada em uma região específica: todas as cinco regiões do Brasil apresentaram redução nas mortes violentas ao longo de 2025, segundo o relatório nacional.
Estados como Paraná e Rio Grande do Sul se destacaram com quedas mais expressivas — no caso do **Paraná, a diminuição foi de 24% e alcançou a menor taxa de mortes violentas da história do estado, com aproximadamente 11,3 casos por 100 mil habitantes.
Por outro lado, mesmo com o recuo geral, alguns estados ainda apresentam desafios mais complexos relacionados a violência, mas o balanço indica uma tendência consolidada de queda do número absoluto de assassinatos no país.
Queda acumulada e comparações anteriores
Os dados de 2025 seguem a tendência de redução de homicídios que já vinha sendo observada nos anos anteriores. Em anos anteriores, por exemplo, o Brasil já havia registrado quedas nos homicídios que culminaram em números menores tanto em termos absolutos quanto em taxas por 100 mil habitantes.
Reflexos e próximos desafios
Embora a diminuição seja vista como um avanço nas políticas de segurança pública, especialistas em segurança ressaltam que a redução de homicídios deve ser acompanhada por avanços em áreas como prevenção à violência, policiamento comunitário, acesso à justiça e programas sociais, especialmente em localidades onde as taxas de mortes violentas continuam mais elevadas.



































































