O depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pelo jovem que assassinou a própria mãe no Guará expõe um cenário desolador de conflitos domésticos e fragilidade mental. Segundo informações publicadas pelo Correio Braziliense, Metrópoles e Jornal de Brasília, o autor confessou o crime e detalhou o que o levou ao ato extremo.
A Motivação: Sensibilidade a Ruídos e Impulsividade
Durante a oitiva, o jovem apresentou justificativas que apontam para um quadro de grave perturbação:
- Hipersensibilidade Sonora: O autor alegou que se sentia constantemente “incomodado” com o tom de voz da mãe e com barulhos cotidianos no apartamento. No dia do crime, um episódio de “voz alta” teria sido o gatilho para o ataque.
- Histórico de Agressividade: Investigações da coluna Na Mira revelaram que esta não foi a primeira vez que ele atentou contra a vítima. O jovem já havia demonstrado intenção de esfaqueá-la anteriormente, motivado pelos mesmos incômodos auditivos.
- Falta de Controle: Ele descreveu o ato como um “impulso” incontrolável, confirmando que a relação entre ambos era de dependência e cuidado, mas permeada por tensões psicológicas.
O Perfil do Autor e a Saúde Mental
Familiares e testemunhas relataram que o jovem possui um histórico de tratamento psiquiátrico. A defesa deve focar na inimputabilidade do réu, argumentando que ele não possuía discernimento sobre a gravidade de seus atos no momento do surto.
- Convivência: A mãe era a principal cuidadora do filho e, segundo relatos, tentava equilibrar o tratamento medicamentoso dele com a rotina doméstica.
Desdobramentos Jurídicos
- Prisão: O autor permanece detido e passará por uma audiência de custódia.
- Perícia: A justiça deve solicitar um exame de sanidade mental detalhado para determinar se ele será julgado como um criminoso comum ou se será encaminhado para uma medida de segurança em hospital psiquiátrico (Ala de Tratamento Psiquiátrico – ATP).
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