O cenário global em 2026 está sendo redesenhado pela postura assertiva da Casa Branca. Em Davos, na Suíça, a elite econômica mundial ouviu um Donald Trump focado em tarifas e soberania, ao mesmo tempo em que, nos bastidores da diplomacia, a Otan tenta evitar um “vácuo de atenção” sobre o conflito no Leste Europe
O Furacão em Davos: Protecionismo e Energia
Em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, Trump manteve o tom que marcou sua campanha:
- Tarifas como Barganha: O presidente americano defendeu o uso de taxas alfandegárias contra parceiros comerciais que não cumprem metas de balanço comercial, gerando desconforto entre líderes europeus e asiáticos.
- Desregulamentação: Trump prometeu uma “nova era de ouro da energia”, focada na expansão da exploração de combustíveis fósseis nos EUA para baixar custos globais, batendo de frente com as metas climáticas discutidas no fórum.
O Dilema da Otan: Da Groenlândia à Ucrânia
Enquanto Trump discursa sobre economia, a cúpula da Otan enfrenta um desafio logístico e estratégico. Segundo a Folha de S.Paulo, há um esforço coordenado para convencer Washington a não priorizar a expansão de infraestrutura no Ártico em detrimento do suporte militar a Kiev:
- A Obsessão pela Groenlândia: Trump retomou o interesse estratégico na Groenlândia, visando recursos minerais e controle de rotas marítimas no Ártico, o que Washington agora vê como prioridade de segurança nacional.
- O Foco na Ucrânia: Membros europeus da Otan temem que a mudança de foco americana para o Norte deixe a Ucrânia vulnerável. O objetivo da aliança é apresentar a defesa ucraniana como uma “barreira essencial” contra a influência russa que também ameaçaria os interesses americanos no Ártico.
Reações Internacionais
- União Europeia: Líderes como Emmanuel Macron tentam articular uma “autonomia estratégica” europeia, prevendo que os EUA serão parceiros mais transacionais e menos ideológicos a partir de agora.
- Mercados: As bolsas reagiram com volatilidade aos anúncios de Davos, com investidores pesando o otimismo da desregulamentação americana contra o risco de novas guerras comerciais.
Impactos e Implicações
| Tema | Posição de Trump | Reação Internacional |
|---|---|---|
| Ucrânia | EUA não devem se envolver diretamente | Europa e Otan reafirmam compromisso com Kiev |
| Otan | Críticas a aliados e ameaça de retaliações | Preocupação com enfraquecimento da aliança |
| Groenlândia | Interesse em compra e defesa estratégica | Dinamarca e UE rejeitam a ideia |
| Europa | “Na direção errada” | Líderes europeus defendem unidade e foco na Ucrânia |
Riscos e Desafios
- Enfraquecimento da Otan: A postura americana pode reduzir a confiança entre aliados.
- Isolamento dos EUA: O discurso reforça o distanciamento em relação a conflitos internacionais.
- Tensões comerciais e diplomáticas: Críticas à Europa e China podem gerar novos atritos.
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