O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 0,29% em janeiro de 2026, resultado divulgado nesta sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e acima da expectativa de mercado de 0,25% para o mês. O desempenho supera a variação de dezembro de 2025, quando o índice havia aumentado 0,04%.
Pressões sobre os preços
O aumento do IGP-10 no início do ano foi influenciado tanto pelos preços ao produtor quanto ao consumidor. O IPA-10 (preços ao produtor amplo) subiu 0,24%, revertendo a queda do mês anterior, com destaque para produtos ligados à extração mineral e combustíveis — como o etanol hidratado, que apresentou forte alta.
Já o IPC-10 (preços ao consumidor) avançou 0,39%, com pressões sazonais típicas do início do ano, incluindo volta às aulas e aumento nos preços de alimentos e educação, enquanto o INCC-10 (custos da construção) registrou alta de 0,47%.
Acúmulo em 12 meses
Apesar da alta mensal, o IGP-10 acumula queda de 0,99% nos últimos 12 meses, refletindo um contexto de preços mais contidos em segmentos sensíveis da economia ao longo de 2025.
O que é o IGP-10
O IGP-10 é um índice de inflação que combina variações de preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil, medindo a evolução de preços no período entre 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. É amplamente acompanhado por mercados e analistas para entender tendências de inflação de curto prazo.
Encerramento
Com a elevação de 0,29% em janeiro e pressão em múltiplos segmentos de preços, o IGP-10 mostra que a inflação segue ativa em partes da economia brasileira no início de 2026, apesar da tendência de queda no acumulado anual.



































































