O cenário político para as eleições presidenciais de 2026 ganhou novos contornos de beligerância nesta semana. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais e a tribuna para criticar severamente o pedido de investigação enviado pelo Ministério da Justiça à Polícia Federal (PF). A solicitação, baseada em uma representação da deputada Dandara Tonantzin (PT-MG), foca em postagens do senador que associam o presidente Lula ao regime de Nicolás Maduro.
O Cerne da Investigação
A Polícia Federal avalia se há elementos para abrir um inquérito sobre “crimes contra a honra” e disseminação de desinformação. Os pontos centrais da controvérsia incluem:
- Associação Internacional: Publicações que ligam a figura de Lula a ditaduras latino-americanas e ao tráfico de drogas/armas no contexto do Foro de São Paulo.
- Imunidade Parlamentar: O PT argumenta que as postagens não possuem relação com o exercício do mandato, enquanto Flávio defende que sua liberdade de expressão e crítica política são protegidas constitucionalmente.
- Contexto de 2026: Flávio é o nome oficial do PL para a disputa ao Planalto, o que eleva o tom das acusações de uso da máquina pública para fins eleitorais.
A Defesa do Senador
Em resposta, Flávio Bolsonaro afirmou que a Polícia Federal está sendo instrumentalizada pelo Executivo.
“Falar a verdade virou crime no governo Lula. A PF agora age a mando de um partido para perseguir opositores em ano eleitoral”, declarou o senador.
Ele reiterou suas críticas à proximidade do governo brasileiro com Nicolás Maduro e afirmou que a investigação é uma tentativa de “desidratar” sua pré-candidatura, que aparece em segundo lugar nas pesquisas recentes da Quaest e Genial.
Cenário Eleitoral e Pesquisas
A movimentação ocorre simultaneamente à divulgação de novas pesquisas de opinião:
- Aprovação: Lula registra 47% de aprovação contra 49% de desaprovação (Genial/Quaest).
- Competitividade: Flávio Bolsonaro consolida-se como o herdeiro principal do espólio de Jair Bolsonaro, liderando o campo da direita frente a nomes como Tarcísio de Freitas e Ratinho Jr.
Próximos Passos Jurídicos
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deve decidir nos próximos dias se instaura ou não o inquérito. Caso avance, o caso poderá chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado do parlamentar. Aliados de Flávio no PL já articulam uma resposta legislativa para reforçar a blindagem da imunidade parlamentar em redes sociais.





























































