Foto: Edilson Rodrigues /Agência Senado

Governo exonera diretor do DNIT por suspeita de propina

Em uma medida drástica para conter danos políticos, o Governo Federal oficializou a exoneração de um alto diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A decisão ocorre após o surgimento de provas que ligam o servidor ao recebimento de propina em dinheiro vivo, em um esquema operado pelo indivíduo conhecido como “Careca do INSS”, figura central de uma rede de corrupção que envolve múltiplas frentes da administração pública.

O Esquema: “Careca do INSS” e a Rota do Dinheiro

A investigação aponta que o “Careca do INSS” atuava como um facilitador de contratos e liberação de verbas dentro de órgãos federais. No caso do DNIT, o esquema funcionaria da seguinte forma:

  • Direcionamento de Licitações: O diretor exonerado é suspeito de manipular editais para favorecer empresas ligadas ao grupo criminoso.

  • Pagamentos em Espécie: Para evitar o rastro bancário, as propinas seriam entregues em mãos (“dinheiro vivo”), em encontros monitorados pela polícia.

  • Intermediação: O operador utilizava sua influência para agilizar processos administrativos em troca de porcentagens sobre os contratos de infraestrutura.

A Resposta do Ministério dos Transportes

O Ministério dos Transportes, ao qual o DNIT é vinculado, emitiu uma nota afirmando que a exoneração visa garantir a transparência da investigação e a idoneidade das operações do órgão. Além da perda do cargo, o ex-diretor será alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que pode resultar na sua demissão definitiva do serviço público e na proibição de assumir novos cargos por até dez anos.


Desdobramentos da Investigação

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) estão cruzando dados de quebras de sigilo telefônico e bancário. A suspeita é de que o esquema do “Careca do INSS” tenha ramificações em outros ministérios, utilizando o mesmo modus operandi de pagamentos fora do sistema financeiro para corromper agentes públicos.

Impacto na Infraestrutura

O escândalo trava, temporariamente, a análise de novos contratos de manutenção de rodovias federais, já que todos os processos que passaram pela mão do diretor exonerado estão sob auditoria rigorosa. O governo busca agora um nome técnico e de “ficha limpa” para assumir a diretoria e tentar restaurar a credibilidade da autarquia.