Uma das atrações mais visitadas do mundo, o Museu do Louvre, em Paris, iniciou 2026 com uma mudança drástica na sua tabela de preços. A nova política tarifária estabelece uma distinção entre cidadãos da União Europeia e turistas de outros continentes. Para os brasileiros e outros estrangeiros extracomunitários, o custo da entrada subiu 45%, elevando o valor para um patamar histórico.
O Novo Valor e a Justificativa
Até o final de 2025, o preço padrão do bilhete online era de aproximadamente 22 euros. Com o reajuste, o valor saltou para 32 euros para turistas não-europeus.
- A Justificativa do Museu: A administração do Louvre justifica o aumento com a necessidade de financiar a modernização das infraestruturas, reforçar a segurança e gerir o fluxo massivo de visitantes, que tem batido recordes sucessivos.
- Isenção para Europeus: Residentes e cidadãos da UE com menos de 26 anos continuam a usufruir de entrada gratuita, enquanto os adultos europeus tiveram um reajuste significativamente menor.
Reação dos Turistas Brasileiros
A medida foi recebida com críticas por viajantes que visitam a capital francesa. Em entrevistas, turistas brasileiros classificaram a medida como “discriminatória” e “injusta”.
“Acho injusto pagar quase o dobro só por não ter um passaporte europeu, sendo que consumimos na cidade e ajudamos a economia local da mesma forma”, afirmou uma turista brasileira citada na reportagem do G1.
Impacto no Orçamento de Viagem
Para uma família brasileira de quatro pessoas, a visita ao Louvre agora representa um custo de 128 euros (cerca de R$ 800,00 na cotação atual), apenas em ingressos. Especialistas em turismo sugerem estratégias para mitigar o impacto:
- Paris Museum Pass: Verificar se a compra do passe múltiplo ainda compensa com os novos valores individuais.
- Entrada Gratuita: Aproveitar as raras janelas de gratuidade (como o primeiro sexta-feira à noite de cada mês, exceto em julho e agosto), embora as filas sejam consideravelmente maiores.
- Reservas Antecipadas: A reserva online continua a ser obrigatória para garantir o acesso, dado que a venda em bilheteira física é cada vez mais limitada.
Tendência na Europa
O aumento no Louvre não é um caso isolado. Em 2026, diversas cidades europeias, como Veneza e Amesterdão, intensificaram as taxas turísticas e os preços de monumentos como forma de combater o “overtourism” (turismo de massa) e arrecadar fundos para a conservação do património histórico.
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