A nova tabela do Imposto de Renda que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 traz mudanças relevantes para milhões de contribuintes brasileiros. A principal alteração é a ampliação da faixa de isenção, que passa a contemplar todos os trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil, representando um incremento de aproximadamente R$ 1.100 em relação ao limite anterior.
Impacto de R$ 35 bilhões na economia
A medida deve injetar cerca de R$ 35 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026, segundo estimativas do Ministério da Fazenda. Esse montante adicional no bolso dos trabalhadores tende a impulsionar o consumo, especialmente em setores como comércio, serviços e turismo. Economistas avaliam que o efeito multiplicador pode gerar crescimento adicional de 0,3 a 0,5 ponto percentual no PIB.
Quem será beneficiado pela mudança
A nova faixa de isenção beneficiará diretamente trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, pensionistas e aposentados que recebem até R$ 5 mil mensais. Para quem ganha exatamente esse valor, a economia anual pode chegar a R$ 3.000, dependendo das deduções aplicáveis. A mudança não exige nenhuma ação do contribuinte, sendo aplicada automaticamente pelas fontes pagadoras.
Críticas e debate sobre compensação fiscal
Apesar da medida ser popular, especialistas em contas públicas alertam para a necessidade de compensação fiscal. A renúncia de arrecadação precisa ser equilibrada com aumento de receitas em outras áreas ou corte de gastos para não comprometer as metas fiscais. O governo anunciou que a perda será compensada por medidas de eficiência na máquina pública e combate à sonegação.
As novas alíquotas progressivas do IR também foram ajustadas, com mudanças nas demais faixas de tributação. Contribuintes que ganham acima de R$ 5 mil devem observar as novas tabelas para calcular corretamente o imposto devido. O prazo para entrega da declaração anual de 2026, referente ao ano-calendário 2025, ainda não foi divulgado pela Receita Federal, mas tradicionalmente ocorre entre março e maio.
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