Países da União Europeia aprovam acordo comercial com o Mercosul

Os **países da União Europeia confirmaram nesta sexta-feira (9) a aprovação de um acordo comercial com o Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A decisão aconteceu em reunião de embaixadores dos Estados-membros da UE em Bruxelas, abrindo caminho para a assinatura formal do pacto nas próximas semanas.

A aprovação foi obtida por maioria qualificada dos 27 países membros, apesar de resistências internas em alguns governos europeus. A formalização dos votos foi concluída por escrito até o prazo estabelecido pela presidência rotativa do Conselho da União Europeia.

Maioria a favor e países contrários

A maioria dos Estados-membros da UE votou favoravelmente ao acordo, que representa uma das maiores parcerias comerciais em negociação entre blocos econômicos. No entanto, alguns países expressaram reservas ou se posicionaram contra a aprovação, em meio a debates sobre proteção agrícola e impactos ambientais.


Próximos passos para a assinatura

Com a aprovação pelos países da União Europeia, o tratado comercial agora se encaminha para ser oficialmente assinado por representantes dos blocos, em data e local a serem definidos pelos governos envolvidos. A expectativa é de que a assinatura formal ocorra em Paraguai, durante um evento que deve reunir líderes dos países do Mercosul e da UE.

Após a assinatura, o texto ainda precisará passar por processos de ratificação interna tanto no Parlamento Europeu quanto nos parlamentos nacionais do Mercosul e da União Europeia — etapa necessária para que o acordo entre em vigor de forma efetiva.

O que prevê o acordo

O acordo comercial entre a UE e o Mercosul prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais, abrindo mercados para produtos industriais, agrícolas e bens de consumo entre os dois blocos. Itens como carne bovina, açúcar, aves e outros produtos agrícolas poderão ter acesso preferencial ao mercado europeu, enquanto produtos industriais da UE se beneficiarão de menores tarifas em países sul-americanos.

Especialistas apontam que o tratado pode ampliar o comércio bilateral, aumentar a competitividade exportadora e fortalecer laços econômicos entre a América Latina e a Europa, embora também levante debates sobre impactos nos setores agrícolas e ambientais de ambos os lados.

Impacto econômico e futuro

Se ratificado e implementado, o acordo deverá criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 720 milhões de consumidores e um grande volume de trocas comerciais. Setores industriais e de agricultura exportadora devem observar mudanças significativas no acesso a mercados e cadeias de fornecimento.

O avanço do acordo após mais de 25 anos de negociações é visto como um marco nas relações econômicas entre a União Europeia e os países do Mercosul, com potencial para estimular investimentos e crescimento econômico em longo prazo.