O cenário político para a sucessão presidencial de 2026 ganhou contornos de urgência para o governo nesta quarta-feira (25). Dados da nova pesquisa AtlasIntel revelaram um crescimento expressivo de Renan Santos, pré-candidato do partido Missão, entre o eleitorado de 16 a 24 anos. O avanço da “terceira via” em uma faixa etária historicamente ligada à esquerda acendeu o sinal de alerta no Palácio do Planalto, especialmente diante da oscilação negativa na imagem do presidente Lula.
A Ascensão de Renan Santos e o Fator Jovem
Renan Santos foi o nome que mais capitalizou apoio entre os jovens no último mês. O líder do Missão saltou de 15,9% em fevereiro para 24,7% em março, um crescimento de quase 9 pontos percentuais. Esse movimento indica uma migração de interesse para um discurso que foge à polarização tradicional, conectando-se com as demandas de uma geração hiperconectada. O campo da direita também mostrou resiliência nessa faixa: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cresceu de 29,4% para 37,1%, consolidando-se como o favorito entre os eleitores mais novos no momento. Enquanto isso, embora Lula tenha oscilado positivamente na intenção de voto (indo a 28,6%), o dado que realmente preocupa os articuladores petistas é a desaprovação, que deu um salto de 14,1 pontos entre os jovens.
Crise de Aprovação e a Reação do Governo
A perda de fôlego do governo não se restringe aos jovens. A pesquisa AtlasIntel mostrou que a desaprovação de Lula entre os idosos também rompeu a barreira dos 50%. Diante desse isolamento em faixas geracionais opostas, o Planalto prepara uma contraofensiva baseada em pautas de apelo popular e econômico. As principais apostas para reverter esse quadro são:
Fim da escala 6×1: O governo intensificou a pressão sobre a Câmara para pautar o projeto, acreditando que a melhoria na qualidade de vida do trabalhador jovem terá impacto direto na aprovação.
Isenção de Imposto de Renda: A proposta de desonerar quem ganha até dois salários mínimos é vista como o “trunfo” para reconectar o governo com a base da pirâmide econômica.
A estratégia agora é acelerar essas entregas no Congresso para evitar que a narrativa de Renan Santos e da oposição se consolide como a única alternativa viável para o futuro do país.























