O governo de Donald Trump deu um passo audacioso para sinalizar a nova hierarquia global pretendida pela Casa Branca. Ao lançar oficialmente o seu Conselho da Paz, a identidade visual escolhida chocou diplomatas e gerou comparações imediatas: trata-se de uma versão “americanizada” e luxuosa do emblema das Nações Unidas.
A Comparação Visual: O que mudou?
De acordo com o levantamento do G1, o logotipo do Conselho da Paz de Trump mantém a estrutura clássica da ONU (o mapa rodeado por ramos de oliveira), mas com alterações fundamentais:
| Característica | Logotipo da ONU | Conselho da Paz (Trump) |
| Ponto Central | Polo Norte (Visão global neutra) | Estados Unidos (América do Norte em destaque) |
| Cores | Azul e Branco (Neutralidade e Paz) | Dourado e Preto (Riqueza e Autoridade) |
| Moldura | Ramos de Oliveira (Simbolismo Grego) | Ramos de Oliveira estilizados em folha de ouro |
| Mensagem | Cooperação entre iguais | Paz através da liderança americana |
- O Foco Geográfico: No logo da ONU, o mapa é uma projeção azimutal centrada no Polo Norte, representando todos os continentes de forma igualitária. No logo de Trump, o mapa foi girado para colocar os Estados Unidos no centro absoluto.
- A Cor: O azul e branco “paz” da ONU foi substituído por um dourado metálico intenso, marca registrada das empresas e do estilo pessoal de Trump.
- O Simbolismo: Especialistas em semiótica afirmam que a mudança comunica que a “paz” agora não é mais um produto de consenso global, mas sim uma concessão da força e prosperidade americana.
Análise: Um ataque ao Multilateralismo
Para o analista Américo Martins (CNN Brasil), o Conselho da Paz não é apenas uma nova agência, mas um ataque frontal ao multilateralismo:
- Desidratação da ONU: Ao criar um órgão paralelo que pretende mediar conflitos (como Ucrânia e Oriente Médio), Trump esvazia a autoridade do Conselho de Segurança da ONU.
- Diplomacia Transacional: O objetivo parece ser substituir fóruns de debate por negociações diretas onde os EUA ditam os termos, ignorando instituições internacionais que Trump considera “ineficientes e anti-americanas”.
- Isolacionismo Ativo: A estratégia é vista como um “isolacionismo ativo”, onde os EUA se retiram de tratados, mas intervêm diretamente para moldar o mundo à sua imagem.
Reação Internacional
A recepção em Nova York (sede da ONU) e nas capitais europeias foi de cautela e apreensão. Diplomatas temem que o Conselho da Paz funcione como uma ferramenta para legitimar acordos que beneficiem apenas os interesses de curto prazo de Washington, minando décadas de direito internacional.




































































