O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (18) que a Dinamarca não conseguiu afastar a “ameaça russa” da Groenlândia e declarou que “agora é a hora” de agir, em uma postura que intensifica a pressão americana sobre o território ártico — um território autônomo dinamarquês estratégico para segurança e geopolítica internacional.
Declaração de Trump e argumentos sobre a ameaça russa
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump escreveu que a Otan vinha dizendo à Dinamarca há décadas que era preciso afastar a presença russa na Groenlândia, mas que Copenhague teria falhado em agir. Ele afirmou que chegou o momento de os Estados Unidos liderarem essa ação para proteger interesses estratégicos, dando a entender que Washington poderia tomar medidas diretas ou assumir maior controle.
Segundo Trump, a Groenlândia — rica em recursos naturais e de grande importância militar no Ártico — é vital para a segurança nacional dos EUA diante de potenciais influências da Rússia e da China na região, um argumento que tem sido central em suas repetidas declarações sobre o tema.
Reação de Dinamarca e aliados europeus
Autoridades dinamarquesas e groenlandesas, bem como líderes europeus, têm rejeitado a ideia de transferência de soberania, reforçando que a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca e que sua decisão política deve ser feita pelo povo groenlandês e por Copenhague. Em declarações recentes, membros do governo da Dinamarca classificaram as declarações americanas como inaceitáveis e expressaram que a soberania do território deve ser respeitada.
Além disso, a própria Otan e países aliados têm sido envolvidos nas conversas, com a Dinamarca intensificando a presença militar no Ártico ao lado de parceiros da aliança, reforçando assim a defesa regional e o compromisso com a soberania territorial dinamarquesa.
Contexto geopolítico e tensões no Ártico
A Groenlândia tem ganhado relevância estratégica nos últimos anos devido ao aquecimento global e ao derretimento do Ártico, que tornam suas rotas marítimas e recursos naturais mais acessíveis. A presença militar e os interesses econômicos de potências globais — incluindo Rússia, China e Estados Unidos — aumentaram a complexidade geopolítica da região.
O governo dinamarquês tem respondido à pressão norte‑americana com reforços de defesa, inclusive com exercícios militares envolvendo aliados, sob a justificativa de proteger o território e demonstrar que a soberania pertence ao Reino da Dinamarca.
🧩 Encerramento
A afirmação de Trump de que a Dinamarca falhou em conter a “ameaça russa” na Groenlândia representa mais um capítulo nas crescentes tensões geopolíticas sobre o Ártico. Enquanto Washington intensifica sua retórica e pressão sobre Copenhague, governos europeus e groenlandeses reforçam sua soberania e defendem uma abordagem diplomática e de cooperação, sublinhando o papel de aliados e instituições internacionais na estabilidade da região.




































































