A Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa) divulgou nesta quinta-feira (15) o balanço das operações realizadas ao longo de 2025. Os dados mostram um salto no volume de mercadorias confiscadas, evidenciando o rigor na fiscalização contra produtos sem procedência, com prazo de validade vencido ou armazenados de forma inadequada em áreas como o Setor Comercial Sul, Taguatinga e Ceilândia.
Principais Dados do Balanço de 2025
O aumento nas apreensões é atribuído à modernização dos processos de denúncia via Ouvidoria e à realização de operações integradas com o DF Legal e a Polícia Civil.
- Bebidas Alcoólicas: Grande volume de destilados falsificados ou com selos tributários adulterados.
- Alimentos Perecíveis: Carnes e laticínios transportados sem refrigeração foram os itens mais frequentes nas blitze.
- Produtos de Origem Animal: Itens sem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) ou Distrital (SID) representaram 40% das cargas descartadas.
Riscos à Saúde do Consumidor
A Divisa alerta que o consumo desses produtos pode levar a graves quadros de intoxicação alimentar e doenças transmitidas por alimentos (DTAs).
- Contaminação Bacteriana: A ausência de controle de temperatura favorece o crescimento de Salmonella e E. coli.
- Toxicidade: No caso de bebidas falsificadas, o uso de álcool não potável (metanol) pode causar cegueira e falência renal.
- Falta de Rastreabilidade: Sem rótulos ou registros, é impossível identificar o produtor em caso de surtos epidemiológicos.
Como Identificar Produtos Irregulares
A Vigilância Sanitária recomenda que o cidadão de Brasília esteja atento aos seguintes sinais antes da compra:
- Rótulos: Devem estar em português, com data de validade legível e lote.
- Embalagens: Evite latas estufadas, amassadas ou com sinais de ferrugem e plásticos rompidos.
- Higiene do Local: Observe as condições de limpeza do estabelecimento e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos manipuladores.
Próximos Passos para 2026
Para o ano de 2026, a Secretaria de Saúde planeja ampliar o uso de tecnologias de monitoramento em tempo real e intensificar a fiscalização em eventos de grande porte, como o pré-carnaval, onde o comércio de bebidas em isopores costuma crescer.
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