O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por não participar da cerimônia técnica de assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, ocorrida nesta quinta-feira (15) em Assunção, no Paraguai. Segundo interlocutores do Itamaraty, a decisão foi calculada para permitir que o Brasil lidere uma celebração política de maior peso, possivelmente em Bruxelas ou Brasília, ao lado dos principais líderes do bloco europeu.
O Plano da “Foto da Vitória”
Lula quer evitar que a conclusão do acordo, que levou mais de duas décadas para ser selado, seja diluída em um evento regional.
- Protagonismo: O objetivo é garantir um evento bilateral ou com a cúpula da Comissão Europeia, reforçando a imagem de Lula como o fiador do acordo pelo lado sul-americano.
- Simbolismo: O governo brasileiro acredita que o anúncio conjunto com líderes como Emmanuel Macron ou Olaf Scholz terá um impacto econômico e político superior na percepção do mercado internacional.
- Ajustes Finais: Apesar da ausência de Lula, representantes brasileiros de alto escalão estiveram presentes para garantir que as salvaguardas ambientais e de compras governamentais, defendidas pelo Brasil, fossem respeitadas no texto final.
Contexto no Paraguai
A cerimônia no Paraguai foi marcada pelo tom pragmático dos demais líderes do Mercosul, que veem na assinatura um passo urgente para o crescimento do PIB regional em 2026. A ausência do presidente brasileiro foi vista com naturalidade pelos diplomatas paraguaios, que compreendem a intenção do Brasil de elevar o nível do anúncio.
Impactos Esperados do Acordo
Com a assinatura formalizada, o tratado entra na fase de ratificação pelos parlamentos nacionais. As projeções para 2026 indicam:
- Redução de Tarifas: Queda imediata de barreiras para produtos agrícolas brasileiros na Europa e para bens industriais europeus no Brasil.
- Investimento Estrangeiro: Expectativa de um novo fluxo de capitais europeus focados na “economia verde” e infraestrutura.
- Segurança Jurídica: Consolidação de padrões de comércio que isolam o bloco de flutuações protecionistas globais.
Próximos Passos na Agenda Internacional
A agenda da Presidência já trabalha com uma viagem oficial à Europa ainda neste semestre para a tão desejada cerimônia de gala. Até lá, o Ministério das Relações Exteriores focará na comunicação dos benefícios do acordo para o setor produtivo nacional, tentando mitigar críticas de setores industriais que temem a competição estrangeira.
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