Em pronunciamento oficial nesta quinta-feira (15), o Comandante-Geral da Brigada Militar do Rio Grande do Sul manifestou-se sobre a ocorrência que resultou na morte de um agricultor durante uma operação policial no interior do estado. Segundo a liderança da corporação, as evidências preliminares apontam para um “grande mal-entendido” entre a equipe de campo e a vítima, culminando em uma reação desproporcional.
Dinâmica da Ocorrência
O incidente ocorreu durante um patrulhamento em área rural, onde os agentes buscavam suspeitos de um assalto na região.
- A Abordagem: O agricultor teria sido confundido com um dos envolvidos no crime devido às características do veículo e à baixa visibilidade no local.
- A Falha: Relatórios indicam que houve um erro na identificação e uma falha nos comandos verbais, levando a vítima a realizar um movimento interpretado pela guarnição como uma ameaça iminente.
- O Resultado: Disparos foram efetuados pelos policiais, atingindo fatalmente o trabalhador rural.
Investigação e Transparência
O Comando-Geral reforçou que a Brigada Militar não compactua com erros de procedimento e que todas as medidas legais estão sendo tomadas:
- Inquérito Policial Militar (IPM): Já foi instaurado para apurar se os policiais seguiram o uso progressivo da força.
- Afastamento: Os agentes envolvidos foram afastados das funções operacionais e estão recebendo acompanhamento psicológico enquanto aguardam o desenrolar das investigações.
- Câmeras Corporais: A perícia analisa as imagens das câmeras acopladas às fardas, que serão fundamentais para esclarecer a cronologia dos fatos.
Reação da Comunidade e Entidades
A morte do agricultor provocou protestos de sindicatos rurais e entidades de direitos humanos, que exigem maior treinamento para abordagens em áreas de campo.
“Foi um mal-entendido com desfecho trágico. Nossa missão é proteger o cidadão, e quando algo assim ocorre, toda a instituição sente o impacto. Vamos apurar com rigor e transparência”, afirmou o Comandante-Geral.
Próximos Passos
O Ministério Público do Rio Grande do Sul também acompanha o caso de perto. A previsão é que o laudo da perícia criminal seja concluído em até 15 dias, trazendo detalhes sobre a trajetória dos disparos e a distância da abordagem.





































































