O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, mantiveram um diálogo recente que reforçou a importância da cooperação diplomática latino-americana em meio a desafios regionais, com destaque para a situação na Venezuela. A conversa, realizada por telefone, abordou a necessidade de preservar a paz, fortalecer mecanismos multilaterais e aprofundar relações econômicas entre os países, alinhando posições em momentos de tensão na região.
Diálogo sobre a Venezuela e paz regional
Durante o telefonema, os dois líderes trocaram impressões sobre a crise venezuelana, reafirmando o compromisso com a estabilidade na América Latina e no Caribe e destacando a importância de soluções diplomáticas para crises políticas vizinhas. O Brasil e o Panamá, ainda em um contexto de crescente atenção internacional sobre os desdobramentos no país vizinho, enfatizaram a preservação do direito internacional e o papel pacificador de organizações multilaterais como a ONU.
Preparativos para visita oficial e agenda conjunta
Além das discussões sobre o cenário político regional, Lula e Mulino trataram dos preparativos para uma visita oficial do presidente brasileiro ao Panamá, marcada para o final de janeiro de 2026. O encontro incluirá participação em um importante fórum econômico internacional da região, visando ampliar cooperação comercial, investimentos e integração entre países latino-americanos. O diálogo bilateral será uma oportunidade para aprofundar temas de interesse econômico e político de ambos os países, bem como reforçar parcerias estratégicas.
Cooperação econômica e Mercosul
Outro ponto levantado na conversa foi a discussão sobre o fortalecimento da inserção regional do Panamá, incluindo sua associação ao Mercosul, bloco ao qual o Brasil pertence. A aproximação com países centrais da economia regional é vista por analistas como uma forma de dinamizar tanto o comércio quanto os fluxos de investimentos, potencializando o desenvolvimento e contribuindo para a integração continental.
O diálogo entre Lula e Mulino demonstra a continuidade de uma diplomacia voltada para o fortalecimento de laços hemisféricos, focada em estabilidade política, soluções pacíficas e integração econômica. Em um momento de desafios geopolíticos e pressões externas, a estratégia brasileira de articular consensos regionais reforça a postura de defesa da paz e de cooperação como pilares da atuação internacional do país.
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