Blonde woman standing over pink background covering eyes with hands and doing stop gesture with sad and fear expression. embarrassed and negative concept.

Violência contra a mulher cenário epidêmico no Brasil

Em um pronunciamento contundente nesta sexta-feira (16), uma ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trouxe à tona a gravidade dos índices de criminalidade contra o público feminino no país. Ao utilizar o termo “quadro epidêmico”, a magistrada enfatizou que a violência de gênero não é um problema isolado, mas uma crise estrutural que exige uma resposta coordenada entre o Judiciário, o Executivo e a sociedade civil.

Análise do Cenário em 2026

A fala da ministra reflete a preocupação com a persistência de crimes mesmo após anos de endurecimento legislativo. Os pontos centrais destacados incluem:

  • Subnotificação e Medo: A necessidade de fortalecer as redes de acolhimento para que a mulher se sinta segura ao denunciar.
  • Violência Política de Gênero: Como o TSE, a ministra ressaltou que ataques contra mulheres em espaços de poder são uma extensão da violência doméstica, visando silenciar a voz feminina na democracia.
  • Feminicídio: O dado alarmante de que a maioria dos casos ocorre dentro do ambiente familiar e por parceiros ou ex-parceiros.

O Papel das Instituições

Para a magistrada, o Judiciário deve atuar de forma proativa, garantindo que as medidas protetivas de urgência sejam concedidas e fiscalizadas com rapidez.


  1. Educação Preventiva: Investimento em campanhas que desconstruam a cultura do machismo desde a base escolar.
  2. Monitoramento Tecnológico: Expansão do uso de tornozeleiras eletrônicas e botões do pânico integrados às forças de segurança.
  3. Capacitação: Treinamento específico para policiais e juízes para um atendimento humanizado e livre de revitimização.

“Não podemos mais tratar a violência contra a mulher como um evento fortuito. É uma epidemia que corrói o tecido social e exige vacinas políticas e jurídicas imediatas”, afirmou a ministra durante evento em Brasília.

Dados e Transparência

Relatórios recentes de segurança pública indicam que, apesar do aumento no número de denúncias (o que reflete maior conscientização), a letalidade dos ataques ainda apresenta números críticos. A ministra defendeu a transparência total dos dados para que as políticas públicas sejam direcionadas às regiões de maior vulnerabilidade.

Canais de Denúncia

O combate à violência é um dever coletivo. Se você ou alguém que você conhece está em perigo, utilize os canais oficiais:

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (gratuito e anônimo).
  • Ligue 190: Polícia Militar (para situações de emergência).
  • Delegacias da Mulher: Atendimento especializado e acolhimento jurídico.