🩺 Saúde Ativa | Antonio Rosa
Condromalácia: quando a dor no joelho pede atenção
Entenda as causas, os tratamentos e como o movimento pode ser um aliado na recuperação
Sentir dor no joelho ao subir escadas, agachar ou após um treino não é normal — e pode ser um sinal de condromalácia patelar. Bastante comum, essa condição ocorre quando a cartilagem que protege a patela começa a se desgastar, perdendo sua função de amortecer os movimentos. O problema atinge desde jovens fisicamente ativos até pessoas que passam longos períodos sentadas, mostrando que o joelho sofre tanto com o excesso quanto com a falta de movimento.
A condromalácia surge, na maioria das vezes, por desequilíbrios musculares, sobrecarga repetitiva e desalinhamento do joelho. Treinos mal orientados, impacto excessivo, postura inadequada e até hábitos do dia a dia podem contribuir para o quadro. O sintoma mais comum é uma dor difusa na parte da frente do joelho, que aparece ou se intensifica em atividades simples, como caminhar, correr, agachar ou permanecer muito tempo sentado.
O tratamento, na grande maioria dos casos, não envolve cirurgia. A abordagem é conservadora e passa pelo controle da dor, fortalecimento muscular e correção dos padrões de movimento. Fisioterapia, ajustes na rotina e orientação profissional fazem parte do processo. O foco não é apenas aliviar o sintoma, mas identificar a causa do problema e impedir a progressão do desgaste.
Nesse cenário, o exercício físico deixa de ser vilão e passa a ser aliado. Quando bem orientado, ele é um dos principais recursos no tratamento da condromalácia. O fortalecimento de quadríceps, glúteos e musculatura do core contribui para a estabilização do joelho e redução da pressão sobre a patela. Atividades de baixo impacto, como musculação adaptada, bicicleta e exercícios funcionais, são amplamente indicadas e apresentam resultados consistentes.
Em resumo, a condromalácia patelar não deve ser encarada como motivo para abandonar a atividade física, mas como um sinal de que o corpo precisa de ajustes. Com diagnóstico precoce, orientação adequada e prática consciente de exercícios, é possível controlar os sintomas, melhorar a função articular do joelho e manter uma rotina ativa com mais segurança e qualidade de vida.
Referências bibliográficas:
Brukner, P.; Khan, K. (2017), Powers, C. M. (2003), McConnell, J. (2016).








































































