Haddad diz que conversa com Lula sobre futuro político; Camilo avalia deixar MEC para atuar nas campanhas de 2026

O ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que tem conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu futuro político e participação nas eleições de 2026, embora ainda não haja consenso. Paralelamente, o ministro da Educação, Camilo Santana, sinalizou que pode deixar o comando do MEC até março para atuar diretamente nas campanhas de reeleição de Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas.


Haddad e o diálogo com Lula sobre 2026

O ministro Fernando Haddad disse que iniciou um diálogo com Lula sobre seu papel nas eleições de 2026, mas que a conversa ainda não chegou a uma definição concreta. Ele reafirmou que não pretende disputar cargo eletivo em 2026, apesar de já ter levado ao presidente suas ideias e intenções.

Haddad também afirmou que pretende colaborar com a campanha de reeleição de Lula, contribuindo com o programa de governo e estratégia eleitoral, embora não busque formalmente ser candidato a governador ou senador neste ano.



Camilo Santana e possível saída do MEC

O ministro da Educação, Camilo Santana, declarou que pode deixar o Ministério da Educação até o fim de março de 2026 para se dedicar integralmente às campanhas eleitorais. O foco dele é fortalecer a reeleição do presidente Lula e a do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), sem buscar candidatura própria no pleito deste ano.

Camilo ressaltou que sua saída da pasta visa aproximar-se mais da base eleitoral no Ceará e atuar de forma mais direta nas mobilizações políticas, já que o cargo de ministro envolve deslocamentos nacionais que o afastam de sua base estadual.

Ele descartou disputar o governo do Ceará, reafirmando que seu esforço será voltado para garantir a continuidade dos projetos políticos de Lula e de Elmano no estado.


Contexto eleitoral e articulações no governo

As declarações de Haddad e Camilo ocorrem em um contexto em que diversos ministros do governo federal têm sinalizado desincompatibilizações para atuar na campanha eleitoral de 2026, em especial para reforçar a base de aliados e lideranças partidárias nas eleições estaduais e nacional.

Para Haddad, o momento exige tanto diálogo político com Lula quanto alinhamento com as estratégias eleitorais do PT, ainda que ele não pretenda concorrer diretamente.


🧩 Encerramento

As movimentações de Haddad e Camilo refletem o início das articulações do PT e aliados para as eleições de 2026, com foco na campanha de reeleição de Lula e na manutenção de palanques fortes em estados estratégicos como o Ceará. As próximas semanas devem trazer mais definições sobre os papéis que esses ministros desempenharão no processo eleitoral, tanto dentro quanto fora da Esplanada dos Ministérios.