Todo ano é a mesma história: chega novembro, o calendário de concursos continua cheio, mas a cabeça do concurseiro começa a dividir espaço entre os estudos e os compromissos de fim de ano. Festas, confraternizações, viagens, família reunida – tudo isso compete com o cronograma de preparação. E aí vem a dúvida: vale a pena se inscrever em concursos com provas marcadas para dezembro ou janeiro? Ou é melhor dar uma pausa estratégica e retomar com tudo em fevereiro? A resposta, como quase sempre nessa jornada, depende muito do seu momento e da sua estratégia.
Este fim de ano está particularmente movimentado. Temos mais de 60 órgãos abrindo inscrições só na primeira semana de novembro, somando quase 6 mil vagas. Entre os destaques estão SEFA-PR com 60 vagas e salário de R$ 12.960, Polícia Penal de São Paulo com 1.100 vagas, SES-SP com 305 vagas na área de saúde, e a Caixa Econômica Federal com 736 vagas e inscrições abertas até dezembro. Muitos desses concursos têm provas programadas para dezembro, janeiro e fevereiro. Ou seja: quem está estudando agora tem oportunidades concretas pela frente – mas também tem o desafio de manter o foco em uma época tradicionalmente complicada.
A grande questão não é se vale a pena fazer concurso no final do ano, mas sim se VOCÊ está em condições de aproveitar bem essas oportunidades. Se você já vem estudando de forma consistente, tem uma base sólida nas matérias do edital e sabe que consegue manter pelo menos um ritmo mínimo de estudos durante dezembro, pode fazer muito sentido se inscrever. Afinal, enquanto muita gente desiste ou relaxa no fim do ano, você pode estar se preparando para provas com concorrência potencialmente menor. Por outro lado, se você está começando do zero agora, ou sabe que dezembro será caótico demais para manter qualquer rotina de estudos, talvez seja mais honesto consigo mesmo reconhecer isso e planejar um início forte em janeiro para concursos com provas mais a frente.
O que tenho visto funcionar bem é o planejamento realista. E se você decidir fazer uma pausa real em dezembro, tudo bem também – desde que seja uma decisão consciente e que você volte com tudo em janeiro. O erro maior não é pausar ou continuar, mas sim se enganar sobre o que você realmente vai conseguir fazer. Seja qual for sua escolha, que ela seja baseada em autoconhecimento e estratégia, não em culpa ou pressão externa. Na próxima semana volto com mais reflexões e oportunidades. Bons estudos – ou bom descanso estratégico!




































































