Sem contar com um investidor há cerca de um ano e meio, o Vasco da Gama negocia a venda da SAF com Marcos Faria Lamacchia, filho de José Lamacchia, dono da Crefisa. As tratativas acontecem com a diretoria comandada por Pedrinho, atual responsável pelo controle da SAF
Caminhando sem a entrada de um novo investidor desde a saída da 777 Partners, o Vasco deve iniciar 2026 ainda em busca de uma definição sobre a venda da SAF. O nome que surge como interessado é conhecido nos bastidores do futebol, mas novo no histórico recente de negociações do clube.
Marcos Faria Lamacchia, empresário de 47 anos, é filho de José Lamacchia — marido de Leila Pereira — e mantém boa relação com a diretoria vascaína. Segundo apuração publicada inicialmente pelo jornalista Lucas Pedrosa, o empresário conta inclusive com o entusiasmo do pai para avançar nas conversas.
Apesar do sobrenome, Marcos mantém vida empresarial independente das companhias do pai e da Crefisa. Ele é filho de Lamacchia com uma das herdeiras do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, fundador do Banco Real, falecido em 2020. Discreto, tem poucas aparições públicas e atua longe dos holofotes.
Ainda assim, Marcos acompanha de perto os principais movimentos recentes do Vasco, desde a retirada do controle da 777 até a homologação da recuperação judicial, ocorrida no último domingo. Procurados, o Vasco e a família Lamacchia não comentaram oficialmente o tema. Marcos, inclusive, encontra-se em viagem de férias fora do Brasil.
Diante da necessidade de fluxo de caixa, o clube avalia recorrer novamente a um empréstimo DIP (modalidade destinada a empresas em recuperação judicial) no início de 2026. Nesse cenário, a Crefisa surge mais uma vez como possível financiadora da operação, como já ocorreu anteriormente.
O Vasco busca novo fôlego financeiro após captar R$ 80 milhões em empréstimos junto à Crefisa, com previsão de esgotamento dos recursos já em janeiro. Por isso, o prazo para a venda da SAF é considerado crucial internamente.
Atualmente, a estrutura acionária da SAF vascaína está dividida da seguinte forma:
- 30% pertencem ao clube associativo
- 31% pertencem à 777 Partners, adquiridos em aportes desde 2022
- 39% seguem em disputa arbitral
Para que a venda da totalidade da SAF avance, será necessário um acordo ou decisão judicial favorável ao Vasco em relação à fatia em arbitragem, fator determinante para a conclusão de qualquer negociação.





































































