Onda de calor: Cidade gaúcha registra a maior temperatura do Brasil

Onda de calor: Inmet emite aviso laranja de perigo para 8 estados

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso laranja de perigo para a onda de calor no Brasil que atinge oito estados desde o início da semana. O fenômeno deve persistir até a próxima sexta-feira (26), com temperaturas muito acima da média e riscos à saúde da população.

A onda de calor que atua sobre o Brasil desde a última segunda-feira (22) levou o Inmet a emitir um alerta laranja, indicando perigo devido às altas temperaturas. O aviso começou a valer na terça-feira (23) e segue até as 18h de sexta-feira (26).

O alerta abrange todos os estados da região Sudeste, além de áreas do norte do Paraná, extremo leste de Santa Catarina, sul de Goiás e leste do Mato Grosso do Sul. Nessas regiões, as temperaturas permanecem bem acima do normal para o mês de dezembro, com tardes extremamente quentes e madrugadas abafadas.

Por causa do fenômeno, a cidade de São Paulo registrou, nesta quarta-feira (25), a maior temperatura já observada em um mês de dezembro: 35,9 °C. O recorde anterior era de 35,6 °C, registrado em 3 de dezembro de 1998.


Mapa do Inmet mostra alerta laranja de onda de calor em grande parte do Brasil

No Rio de Janeiro, os termômetros chegaram a 41 °C, levando a prefeitura a decretar nível 3 de calor em uma escala que vai até 5. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ), 22 municípios do estado enfrentam calor classificado como leve, severo ou extremo.

O Inmet alerta que o calor excessivo pode trazer riscos à saúde, como desidratação, queda de pressão, tontura, cansaço extremo e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A orientação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e redobrar cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

🔍 O que é uma onda de calor

De forma geral, meteorologistas definem uma onda de calor quando as temperaturas ficam ao menos 5 °C acima da média por cinco dias ou mais. Já o Inmet considera o fenômeno quando há elevação de 5 °C em relação à média mensal, independentemente da duração.

Segundo a Climatempo, o atual padrão climático é provocado por uma massa de ar quente e seco, reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que atua como um bloqueio atmosférico e impede o avanço de sistemas de chuva mais organizados.

📍 Regiões mais afetadas

No Sudeste, o calor é mais intenso no interior de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no sul de Minas Gerais. No Centro-Oeste, as temperaturas seguem elevadas, com ocorrência de chuvas isoladas, típicas de dias quentes e abafados.

Já no Sul, especialmente entre Santa Catarina e Paraná, o período mais crítico ocorre até o dia de Natal. Após isso, a tendência é de redução gradual do calor, com a volta das chuvas ajudando a aliviar as temperaturas.

No Norte e Nordeste, regiões que não estão diretamente sob influência da onda de calor, o calor é mais intenso no interior, enquanto o litoral se beneficia da ventilação oceânica. Ainda assim, há risco de temporais, principalmente no Norte, com volumes elevados de chuva em alguns pontos.

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Jornalista, engenheiro civil e mestre em recursos hídricos pela Universidade de Brasília, Ranielle Linhares é o fundador e estrategista-chefe do RaniNewsTV, a TV Digital de Brasília. Com mais de 850 mil seguidores nas redes sociais e mais de 77 milhões de contas alcançadas mensalmente, tornou-se uma das vozes mais influentes da comunicação digital na capital federal. Sua atuação combina credibilidade, linguagem acessível e uma abordagem multiplataforma que conecta política, cultura, economia e entretenimento.