Inflação do aluguel recua 1,05% no ano, diz FGV. Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Inflação do aluguel recua 1,05% no ano, diz FGV. Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Inflação do aluguel recua 1,05% no ano, diz FGV

A inflação do aluguel acumula queda de 1,05% durante o ano, segundo os dados que a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou nesta segunda-feira (29). Em dezembro, o recuo foi de 0,01%, de acordo com esses mesmos dados.

Atualmente, a chamada inflação do aluguel se mede com o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado). E, de acordo com a própria à FGV, isso indica que em 2026 haverá uma ambiente com menor pressão de custos. O economista Matheus Dias, do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), ligado à FGV, emitiu uma nota explicando o índice. Essa entidade é a responsável direta pelo cálculo.

Inclusive, o IGP-M é o responsável pela atualização de contratos e preços de aluguéis, telefone, contas de luz, etc. Por isso, tem o nome de ‘inflação do aluguel’ no mercado brasileiro. Ele também mede valores de mensalidades de escola, seguros em geral e planos de saúde.


Inflação do aluguel aponta desaceleração da atividade

Inflação do aluguel recua 1,05% no ano, diz FGV. Imagem: José Cruz/Agência Brasil
Inflação do aluguel recua 1,05% no ano, diz FGV. Imagem: José Cruz/Agência Brasil

Mas, o recuo da inflação do aluguel não significa, necessariamente, uma boa notícia. Isso porque, de acordo com o economista do Ibre, a redução inflacionária se relaciona com a desaceleração da chamada atividade global.

Além disso, também mostra incerteza da economia, o que gera ainda limitação de repasses de custos. Por outro lado, a melhora de safras agrícolas, também medidas pelo índice, ajuda os produtores e alivia preços das matérias-primas. Com isso, reforça o movimento da chamada deflação.

No final da década de 1980, quando o país vivia tempos de hiperinflação, entidades privadas do setor financeiro solicitaram a criação desse indicado. Então, o IGP-M, com quase 40 anos de existência, mede dados entre o dia 21 de um mês e o dia 20 do mês seguinte.

IPCA abaixo da meta

Enquanto isso, também nesta segunda-feira (29), o boletim Focus, ligado ao BC (Banco Central), divulgou que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) irá fechar 2025 em 4,32%. Atualmente, o IPCA mede a inflação oficial do país, que deverá fechar abaixo da meta estipulada, de 4,5%.

Neste caso, não há uma ligação direta com a inflação do aluguel. E o IPCA, definido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), tem uma meta de inflação de 3%, com tolerância de 1,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Assim, a meta inflacionária para 2025 está dentro do previsto.

Jornalista formado em 1999 pela Unitau e com passagem por diversos veículos de comunicação. Atualmente, é editor de esportes no jornal OVALE, produtor executivo na TV Câmara de São José dos Campos e redator em sites como CenárioMT, Grupo Prime e Rani News TV.