A moeda americana iniciou o ano com queda superior a 1% no primeiro pregão de 2026, fechando em R$ 5,42. O movimento surpreendeu investidores que esperavam maior pressão sobre o câmbio após as tensões geopolíticas no fim de semana. Apesar do alívio momentâneo, especialistas são unânimes: o ano será marcado por forte volatilidade cambial, especialmente no segundo semestre.
Fatores externos e internos no radar
O mercado financeiro projeta que a moeda americana encerre 2026 em torno de R$ 5,50, segundo estimativas consolidadas há 12 semanas consecutivas. Esse patamar reflete a interação entre dois cenários distintos: a tendência global de enfraquecimento do dólar, influenciada por possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve, e a turbulência interna causada pela disputa eleitoral brasileira.
Juro alto mantém real atrativo
Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, o maior nível desde 2006, o Brasil continua oferecendo retorno atrativo para investidores estrangeiros em operações de carry trade. Isso ajuda a sustentar o real, mas a dinâmica pode mudar rapidamente conforme o cenário político evolui ao longo do ano.
Eleições como catalisador de incerteza
Gestores de investimentos alertam que o período eleitoral tradicionalmente aumenta a volatilidade cambial. A confirmação de candidaturas e pesquisas de intenção de voto devem provocar movimentos bruscos na cotação. Além disso, preocupações com o controle fiscal do governo pressionam o câmbio, especialmente em ano de gastos públicos elevados típicos de eleições.
O cenário externo também pesa: decisões do Federal Reserve e a política comercial do governo Trump adicionam camadas de complexidade. Para investidores e empresas, a palavra de ordem é cautela, diversificação e acompanhamento diário das notícias.




































































