A presidente Leila Pereira, da SE Palmeiras, concede entrevista coletiva, na Academia de Futebol, em São Paulo-SP. (Foto: Fabio Menotti)

Venda de Facundo Torres expõe prejuízo milionário e aumenta pressão sobre diretoria do Palmeiras

O Palmeiras está muito perto de sacramentar a saída de Facundo Torres para o Austin FC, dos Estados Unidos, em uma negociação avaliada em US$ 9 milhões (R$ 51 milhões). Apesar da transferência, o clube não conseguiu recuperar o investimento feito em 2025, quando desembolsou cerca de R$ 73 milhões para contratar o atacante junto ao Orlando City.

Do valor da venda, 15% será repassado ao Orlando City, restando ao Verdão aproximadamente R$ 43 milhões. O resultado é um prejuízo de cerca de R$ 30 milhões em apenas um ano, como destacou o jornalista Jorge Nicola: “O Palmeiras vai tomar um prejuízo de cerca de R$ 30 milhões com Facundo Torres, para piorar ainda mais a situação de Anderson Barros e companhia entre os torcedores.”

Histórico de negócios questionados

A saída de Torres não é um caso isolado. A gestão de Anderson Barros já foi alvo de críticas por outras contratações de alto custo e baixo retorno. Entre os exemplos citados estão:


  • Caio Paulista, comprado por quase R$ 20 milhões e já emprestado a dois clubes consecutivos.
  • Micael, zagueiro adquirido por mais de R$ 30 milhões e cedido gratuitamente ao Inter Miami.
  • Bruno Rodrigues, contratado por R$ 6 milhões, mas sem conseguir se firmar no elenco.

Impacto no elenco

Torres, que chegou ao Palmeiras como reforço de peso e presença constante na seleção uruguaia, não conseguiu corresponder às expectativas. Em 61 jogos, marcou apenas 10 gols e deu quatro assistências, números considerados abaixo do investimento.

A venda para o Austin FC reforça a necessidade de revisão na política de contratações do clube. Com a temporada em andamento e a busca por títulos, a diretoria alviverde enfrenta pressão crescente da torcida para evitar novos prejuízos e garantir maior eficiência nas próximas negociações.